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AG dos Bombeiros de Tábua agitada por polémica oferta de ambulância a Cabo Verde

Viveram-se momentos de alguma agitação na assembleia geral dos Bombeiros Voluntários de Tábua que se efetuou na manhã de sábado e em que estava para aprovação o Plano de Atividades e Orçamento para 2024. Um associado, Carlos Santos, que integrou o elenco dos anteriores órgãos sociais, questionou o presidente, Rui Andrade, sobre o processo de substituição da tesoureira que renunciou ao cargo sem a convocação de uma assembleia para que os sócios se pudessem pronunciar sobre a decisão tomada de a fazer substituir por um vogal, contrariando, no seu entender, o disposto nos estatutos e, por isso mesmo, o ato deveria ser nulo. O mesmo associado pediu ainda explicações aos atuais responsáveis sobre a doação de uma ambulância que pertencia à corporação para o Município do Sal, em Cabo Verde. ”Passados dois meses foi adquirida uma outra para substituir a doada”, disse, questionando ainda a contratação de pessoal aposentado, considerando que as funções desempenhadas pelos bombeiros “são extremamente exigentes, nomeadamente, em termos físicos”.

O Presidente da Assembleia Geral, João Canotilho, lembrou que todas as decisões tomadas são suscetíveis de serem impugnadas, até por via judicial, tentando restabelecer alguma ordem nos trabalhos. O vice-presidente da associação, António Oliveira, a propósito da oferta da ambulância a Cabo Verde, sustentou que a mesma estava inativa, e que, durante o exercício da anterior direção, chegou a transportar doentes ilegalmente sem inspeção por parte do INEM sujeitando-se a uma pesada coima a aplicar pela Autoridade Rodoviária. “Só para a reformular implicava um custo de mais de 7 mil euros para a corporação”, frisou António Oliveira. Acrescentou que esta fora a melhor decisão (lembramos que o município de Tábua firmou há pouco tempo uma geminação com a Câmara do Sal e esta oferta da viatura correspondeu aos interesses manifestadas em reforçar essa união, ficando ainda por apurar quais os reais ganhos para os tabuenses). O vice-presidente acentuou que os Bombeiros de Tábua não tiveram quaisquer custos no transporte da ambulância por via marítima, pois a operação foi custeada pela Liga dos Bombeiros, assim como a deslocação àquele arquipélago dos responsáveis da corporação.

O Plano de Atividades aprovado pelos cerca de 40 associados presentes, entre outros itens, o reforço de equipamento com aquisição de um veículo tanque tático e a requalificação do edifício, onde avultam aa obras já concluídas no salão nobre, com a mão-de-obra a ser totalmente preenchida pelos próprios elementos da corporação.

À tarde, teve lugar uma assembleia geral ordinária onde o ponto em destaque foi a revisão dos estatutos, limitando a três os mandatos do Presidente.

O resultado líquido do exercício cifrou-se nos 127.805 euros e o total das receitas ultrapassou os 2,6 milhões de euros.

(Mais desenvolvimentos na edição impressa de “O Tabuense”)

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