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E o inevitável aconteceu… derrota de Rodrigues Gonçalves e do PS

António Lopes quer saber se Rodrigues Gonçalves ocupa a cadeira da AM como presidente ou militante do PS

O eleito António Lopes acusa o homem que o substituiu nas funções de presidente da Assembleia Municipal (AM) de Oliveira do Hospital de se tentar desresponsabilizar sobre as informações que a autarquia não concede, como achar por satisfatória a explicação sobre o enigma dos 381 mil euros. Mostrando algum desconforto pela “dupla personalidade que Rodrigues Gonçalves está a assumir neste processo, António Lopes questiona-o mesmo se ocupa o lugar enquanto líder máximo do município ou como militante do PS.

“A sua solidariedade, naquela cadeira, é com o concelho e com os munícipes. A militância do PS fica à porta. Mas o que também me desconforta é a dupla personalidade que o senhor, ao longo de todo o processo vem assumindo”, dispara António Lopes, lembrando a Rodrigues Gonçalves que é o presidente da Câmara e o executivo que têm de prestar contas ao presidente e aos eleitos AM e não o contrário. “O senhor se não manda recolher a informação que peço é porque não quer. Os funcionários que a estrutura que lidera devia ter é que têm que ir aos serviços, não é o senhor, nem os eleitos. Está tudo previsto na lei”. E vai mais longe ao dizer que é uma grande desilusão ver um presidente da AM em exercício não se preocupar com cerca de 800 mil euros mal explicados. “O senhor não está desobrigado do cumprimento da lei, nem da gestão rigorosa da Câmara, a quem compete acompanhar e fiscalizar. Volto a perguntar: É o presidente da Assembleia que lá está ou o militante do PS?”.

António Lopes questiona ainda Rodrigues Gonçalves sobre a razão que o levou a não agendar na ordem de trabalhos um ponto para a discussão da água e as diferenças de verbas. “Isso depende de quem?”, pergunta, exprimindo o seu desalento pelo facto de nem os documentos que lhe enviou e que continham mais de dez contradições, o levaram a agendar essa discussão. “O senhor fica tranquilo perante estes factos? Não é seu dever e meu dever questionar esta situação e esclarecê-la? O senhor não é a Câmara. É o responsável por exigir o seu correcto funcionamento ”, continua o líder eleito para presidir à AM, lembrando que não irá desistir de denunciar sempre tudo o que lhe pareça incorrecto.

Recordando a forma como têm sido conduzidas as assembleias municipais, António Lopes diz ter dúvidas sobre se Rodrigues Gonçalves sabe as funções do lugar que ocupa. Acusa-o de dar um tratamento privilegiado a alguns, particularmente ao presidente da autarquia. Recorda-lhe, por exemplo, que na última reunião não censurou José Carlos Alexandrino quando este o denegriu com assuntos pessoais. “Não esteve ali o presidente da AM”, sublinhou, lembrando-lhe, de resto, que na última assembleia o presidente União das freguesias de Oliveira do Hospital e São Paio de Gramaços, Nuno Filipe, também lhe ter mostrado o seu desagrado pela forma como é conduzida a assembleia, ao ponto do autarca referir que, a continuar assim, poderia ter de repensar a sua participação naqueles encontros.

E conclui, lembrando que a assembleia tem responsabilidades extremas na governação, como é o caso da Câmara apenas poder despender o que lhe esteja autorizado. “Sendo assim só gasta mal e gere mal se nós deixar-mos”, frisa, mostrando-se ainda preocupado pelo facto de a Câmara não colocar no orçamento as despesas, com as referentes à EXPOH, feira do queijo e restantes festas.

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