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Chafariz de Celorico Gare assinala cem anos com painel de azulejos pintado por emigrante

Daniel Camilo, natural daquela localidade e residente na Suíça, com ligações familiares a São Paio de Gramaços, Oliveira do Hospital, assinou a obra que representa a estação ferroviária local no início do século XX. Painel  foi colocado esta sexta-feira.

A Junta de freguesia de Fornotelheiro assinalou esta sexta-feira, 1 de Agosto, o centenário do chafariz de Celorico Gare. Para o efeito, foi colocado um painel de azulejos pintado à mão por Daniel Camilo, natural da localidade e residente na Suíça. A obra representa a estação ferroviária local no início do século XX.

O painel tem 1,2 metros de altura e 1,7 metros de comprimento e foi fixado na estrutura da fonte, numa iniciativa inserida no processo de requalificação daquele espaço público promovido pela Junta de freguesia, com o objectivo de assinalar o centenário daquela estrutura.

A proposta partiu do executivo local, que procurava uma solução que integrasse elementos históricos da freguesia. Segundo o presidente da Junta de freguesia, Bruno Almeida, o autor foi convidado por ser natural da terra e manter ligação à comunidade. “Sabíamos que havia um artista da localidade e, no ano passado, lançámos-lhe o desafio. Ele aceitou de imediato”, refere, notando que se sabe apenas o ano (1925) da edificação do chafariz, mas não a data exacta. O autarca frisa ainda que a Junta de Freguesia suportou apenas os custos com os materiais, já que o trabalho foi executado de forma voluntária.

“O gosto pela minha terra levou-me, sem hesitar, a aceitar o convite”, justificou Daniel Camilo, estimando que a pintura dos azulejos tenha demorado cerca de 60 horas, distribuídas por várias semanas. O produto final foi uma obra que representa a estação de caminhos-de-ferro de Celorico Gare, elemento estruturante da identidade local, e que fica localizada numa fonte centenária que durante décadas foi o principal ponto de abastecimento de água da aldeia.

Daniel Camilo tem 41 anos, vive actualmente na Suíça e trabalha na área da restauração. Emigrou aos 18 anos, depois de ter frequentado, sem concluir, o curso de arte e design na Guarda, mas dedica parte do tempo livre à produção artística, com destaque para retratos, presépios e painéis decorativos.“Não é a minha actividade principal, mas é algo que nunca deixei de fazer”, afirma.

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