Ministro dos Assuntos Parlamentares critica falhas na prevenção dos incêndios e acusa executivo local de falta de competência
O ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, considera imprescindível evitar erros no ordenamento florestal e na preparação da prevenção para que o flagelo dos incêndios deixe de afectar o país. O governante, que disse não se encontrar ali na qualidade de ministro, falava no domingo, 31 de Agosto, na cerimónia de apresentação dos candidatos do PSD aos órgãos autárquicos no concelho de Oliveira do Hospital, onde não deixou de apontar críticas à intervenção do presidente da Câmara Municipal, José Francisco Rolo, durante os incêndios de Agosto.
“Muitas vezes é fácil falar e criticar os outros e não ter a mesma atitude, a mesma agilidade de decisão e a mesma lucidez dentro de casa. E é uma pena aquilo que vi em Oliveira do Hospital em que os pontos de água estavam de tal forma cobertos de vegetação que era impossível alguém chegar lá de alguma maneira. É lamentável que estes pontos de água estejam nestas condições absolutamente degradadas e muitas vezes impraticáveis para o seu fim, para o seu objectivo último, que é o combate aos incêndios”, afirmou Carlos Abreu Amorim, apelando a todas as forças políticas para se juntarem ao Governo no reforço do plano florestal.
O ministro salientou ainda que espera, “enquanto cidadão e enquanto governante, seriedade entre as forças políticas responsáveis para estarem ao lado do Governo no cumprimento e no melhoramento deste plano, para que se criem condições que permitam ultrapassar o estado repetitivo dos fogos de Verão”.
Já em registo mais político-partidário, o ministro apontou falhas de governação local e acusou o actual executivo camarário de não ter estado “à altura dos destinos de Oliveira do Hospital”. Segundo Carlos Abreu Amorim, “notava-se nos discursos”, das personalidades que o antecederam naquela cerimónia, “uma espécie de status quo de desânimo, de desesperança, e de que apostar nesta candidatura do PSD era renascer ou fazer renascer a esperança”.
O governante defendeu que “Oliveira do Hospital nos anos de liderança socialista, em vez de avançar, recuou”, responsabilizando a câmara municipal pelo estado de estagnação do concelho. “É por isso que é preciso mudar. E mudar para o PSD, não apenas porque é a principal força que está no Governo, mas porque tem gente competente, com experiência, que sabe o que quer e o que tem de fazer para alterar este estado de coisas”, afirmou.
Na sua intervenção, Carlos Abreu Amorim destacou ainda o candidato do PSD à presidência da câmara, Francisco Rodrigues, referindo o seu “currículo invejável”, a experiência autárquica, a equipa “jovem e com ideias novas” e a convicção de que “Oliveira do Hospital pode renascer”. O ministro sublinhou que o PSD surge como “a única força política capaz de ser alternativa ao actual poder socialista”, assegurando que se empenhará pessoalmente para que, caso Francisco Rodrigues vença as eleições, “Oliveira do Hospital tenha aquilo que merece”.
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