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Eleito pela CDU denuncia “especulação”com concessão de sepulturas em Vila Franca da Beira

O ex autarca de Vila Franca da Beira e atual eleito da CDU na União de Freguesias de Ervedal e Vila Franca não aceita o “aumento excessivo” da concessão de sepulturas no cemitério da sua localidade. João Dinis acusa a União de querer “fazer negócio com os mortos”.

Na sequência do processo de agregação da freguesia de Vila Franca da Beira à vizinha de Ervedal da Beira , o executivo à frente da União daquelas freguesias optou por “nivelar” os preços de concessão de sepulturas praticados nos três cemitérios afetos a Ervedal e Vila Franca da Beira.

A medida que consta dos documentos de Plano de Atividades e Orçamento para 2014 não é, contudo, bem aceite pelos três eleitos da CDU na Assembleia da Freguesia que já vieram a terreiro acusar o executivo socialista de querer fazer “especulação” na concessão das sepulturas no cemitério de Vila Franca da Beira, onde eram praticados preços muito inferiores aos que vão passar a vigorar.

“Aumentaram de 500 para 585 Euros – mais 17 por cento – o preço das novas sepulturas perpétuas e, aumentaram de 200 para 585 Euros – quase 200 por cento mais – a transmissão de sepulturas já antes utilizadas. É uma brutalidade de aumentos”, entende o eleito pela CDU e ex autarca de Vila Franca da Beira que, em face dos números, acusa o executivo da União de “estar a fazer negócio com os mortos”.

“Isto é criticável”, referiu João Dinis ao correiodabeiraserra.com, opondo-se sobretudo ao “aumento excessivo” ao nível da transmissão de sepulturas cujo valor passa de 200 para 585 Euros, indo contra aquilo que era a prática em Vila Franca da Beira no sentido de manter baixos os preços das sepulturas já usadas como forma de “incentivar” à compra. No entender do eleito da CDU trata-se de “uma especulação pura e simples” e “sem que tenha havido o cuidado de ouvir as opiniões”.

Autarca durante 12 anos na extinta Junta de Vila Franca, Dinis entende que a sua opinião deveria ter sido levada em conta. Ao contrário, prevaleceu a vontade do executivo socialista que merece a contestação dos eleitos pela CDU, por não concordam que os aumentos aconteçam como forma de nivelar os preços praticados. “O pessoal de Vila Franca não tem culpa que nos outros cemitérios os preços fossem mais elevadas, e também ninguém obriga a que não possa haver custos diferenciados em função da área de terreno disponível”. É que, segundo João Dinis, em Vila Franca da Beira há área para alargamento do cemitério, pelo que tal não deveria implicar a prática de custos tão elevados”. A haver aumentos, João Dinis entende que os mesmos deveriam acontecer de modo faseado e “nunca fazer aumentos de mais de 200 por cento”.

“Procurámos chegar a um valor médio”

Contactado por este diário digital, o presidente da União de Freguesias desvaloriza as preocupações de João Dinis, notando que o que motivou o executivo foi a prática de preços iguais nos vários cemitérios da União. Se no caso de Vila Franca da Beira, o nivelamento ditou a subida de preços, Carlos Maia nota que o mesmo não aconteceu em Ervedal da Beira, onde os preços já eram elevados, acabando por agora se assistir a uma redução dos valores praticados. “Procurámos chegar a um valor médio”, explica o autarca, para quem João Dinis está a protagonizar mais um episódio de “chicana política”.

À entrada do novo ano, João Dinis vai ainda mais longe nas críticas que tece ao executivo da União, nomeadamente no que respeita ao documento do Plano de Atividades e Orçamento e que votou contra. “Está mal conseguido e até parece que nunca fizeram uma coisas destas”, denuncia o eleito pela CDU que, em concreto, faz reparo ao reduzido valor de orçamento – 160 mil Euros, quando em anos anteriores “só 100 mil Euros eram para o Plano de Atividades da Junta de Vila Franca”. Do mesmo modo aponta o dedo à inexistência de referência a obras concretas, entendendo que os documentos são “autênticos sacos azuis” porque depois o executivo “é que vai decidir em cada mês o que vai fazer em cada localidade”. “O executivo demonstra incompetência, falta de transparência democrática e desinteresse”, refere João Dinis, criticando o facto de não serem levadas em conta as opiniões dos eleitos da CDU, “ignorando-os pura e simplesmente”.
Críticas que Maia volta a desvalorizar, garantindo que no Plano de Atividades “as verbas estão alocadas às obras”. “E não o vi apresentar grandes ideias”, diz ainda o autarca a propósito da participação de João Dinis na preparação do Plano de Atividades e Orçamento para 2014.

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