Sentirás um pedaço do teu corpo
Entrelaçado na história da humanidade;
Farás do tempo um pedaço cíclico
Como se todos os dias o céu desabasse no teu coração.
O dia dar-nos-à o sol para criar a história,
A noite dar-nos-à a lua para a encerrarmos;
Há quem flutue entre as memórias
Como uma estrela cadente que se explode no céu à medida que ganha velocidade.
O tempo faz de nós um esquecimento num espaço vazio;
Outrora o vazio era preenchido pela voz humana completando o céu escuro.
Hoje a insignificância é um corpo móvel que, insaciavelmente, procura uma conexão para sentir o que quer que seja.
Haverá um dia em que os espaços perder-se-ão
E aquilo que somos será apenas
Um fumeiro estendido no céu
Como um adeus à história.
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