Um novo filtro de água é capaz de absorver contaminantes, bactérias, vírus e pesticidas, permitindo ajudar 70 por cento das residências sem acesso a água potável. A invenção valeu ao engenheiro químico da Tanzânia Askwar Hilonga o prestigiado prémio de inovação, atribuído pela Royal Academy of Engineering, que reúne profissionais de engenharia do Reino Unido.
O cientista usou nanotecnologia e areia e, segundo Hilonga o processo consiste na habilidade de manipular nanomateriais para remover elementos contaminantes específicos (como cobre ou bactérias), dependendo de qual for a fonte da água. Já a areia retém os detritos e bactérias.
O cientista explicou que esta era uma das suas ambições, desde que na infância viu a sua família sofrer regularmente de doenças relacionadas com a água contaminada. Então, quando se o seu pós-doutoramento em nanotecnologia na Coreia do Sul, passou a analisar este tipo de material para purificar água.
Conseguiu. O filtro já foi patenteado por seu criador. “A areia retém detritos e bactérias, mas não remove contaminantes químicos e metais pesados, então, usei nanomateriais para fazer isso”, disse Hilonga, referindo que o seu filtro tem um custo aproximado de 110 euros, mas com o prémio que conquistou acredita que poderá comprar materiais em larga escala e fazer baixar o preço. “Para quem não pode pagar por um filtro, criamos estações onde as pessoas podem comprar água a um preço acessível”, concluiu.
Fonte: tecnologia.terra
Foto: Divulgação
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