O Grupo Tavfer, liderado pelo empresário Fernando Tavares Pereira, está a recrutar colaboradores em várias áreas para apoiar os projectos em curso e preparar investimentos de alguns milhões de euros previstos para os próximos tempos no interior do país. Fernando Tavares Pereira explica que a necessidade de novas contratações resulta tanto da actividade actual como dos projectos futuros do grupo. “Nas áreas onde vamos recrutar pessoas temos necessidade não só para aquilo que pretendemos fazer no futuro, como também para dar apoio àquilo que já temos hoje”, afirmou.
Entre os perfis procurados estão serralheiros, pedreiros e carpinteiros, áreas onde o grupo já teve quadros numerosos no passado, mas onde voltou a sentir carência face ao actual volume de trabalho. A estas juntam-se necessidades em sectores mais especializados, como o marketing, a engenharia mecânica e a hotelaria. “Estamos a recrutar para todos esses sectores”, sublinhou.
Apesar de já reunir condições para a reforma, o empresário admite dificuldade em afastar-se da actividade. “Costumo dizer que me reformei para parar, mas é difícil”, afirmou, justificando a decisão com a degradação do território e com a falta de condições de vida em muitas zonas do interior do país, factores que o motivam a intervir e a contribuir para melhorias.
Grande parte das críticas de Fernando Tavares Pereira incide sobre a falta de acessibilidades, que considera uma falha estrutural do interior do país há várias décadas, bem como sobre a incapacidade do poder local em reivindicar investimentos junto do poder central. “As acessibilidades continuam a ser a primeira grande falha que temos aqui há 40 anos”, afirmou, defendendo maior exigência e responsabilidade por parte dos autarcas. “Quando vou a Oliveira do Hospital, à Tábua ou a Seia, vejo ruas vazias e menos empresas. Onde está o desenvolvimento de que se fala?”,
questionou.
O empresário sublinha que o investimento privado necessita de enquadramento e apoio institucional e defende uma articulação mais estreita entre Governo, autarquias e empresários. “Todos juntos fazem alguma coisa; isoladamente, pouco se consegue”, afirmou.
A continuidade da actividade, explica Fernando Tavares Pereira, deve-se à vontade de inovar e de criar oportunidades. Ao longo da carreira, foi pioneiro em áreas como o tecto falso e as estruturas metálicas e sempre privilegiou a formação e o acompanhamento dos trabalhadores, transmitindo experiência e conhecimento, um legado de que se diz orgulhoso.
O empresário critica ainda a falta de planeamento estratégico e de literacia financeira em muitos contextos locais e alerta que o desenvolvimento do interior do país exige decisões firmes, investimento consistente e responsabilidade política. “Tenho fé e é essa fé que me mantém aqui”, afirmou, justificando a opção de continuar activo num território que, na sua opinião, precisa de mais acção concreta do que de discursos.
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