IP contratou, a 31 de Agosto, auditoria de segurança para o troço do IC6 entre Tábua e Folhadosa

A auditoria de segurança rodoviária ao futuro troço do IC6 entre Poço do Gato, concelho de Tábua, e Folhadosa, concelho de Seia, foi adjudicada pela Infra-estruturas de Portugal (IP) por 57.900 euros à empresa SERIPENG, em contrato assinado a 31 de Agosto. O projecto de prolongamento daquela via entra agora na fase de auditoria de segurança, que vai acompanhar o desenho e a execução da obra até à abertura ao tráfego. Este contrato, porém, não estabelece uma data para o início da obra.

A primeira fase da auditoria incidirá sobre o projecto de execução, procurando detectar problemas de segurança e apresentar recomendações para os corrigir ainda nesta fase, antes da execução dos trabalhos. Terá um prazo máximo de 60 dias após a entrega do Projecto Base por parte da IP.

Durante a execução da empreitada, a IP poderá solicitar à equipa de auditoria que se pronuncie sobre soluções técnicas ou opções de construção susceptíveis de contribuir para a segurança rodoviária. Está também prevista a possibilidade de deslocações à obra para esse efeito.

A segunda fase incidirá sobre o projecto tal como for executado em obra. Começa com o pedido da IP para a realização do primeiro auto de vistoria e prolonga-se até à data prevista para a abertura ao tráfego, com um prazo máximo de 60 dias.

O novo troço dará continuidade ao IC6 a partir do actual nó de Tábua, no Poço do Gato, e estender-se-á por cerca de 21,7 quilómetros até ao nó da Folhadosa, no concelho de Seia, onde fará a ligação à EN17. O traçado atravessará os municípios de Tábua, Oliveira do Hospital e Seia.

O prolongamento daquela via prevê melhorar as condições de circulação e segurança, promover a interligação dos aglomerados urbanos e industriais existentes nas imediações e assegurar o restabelecimento das vias intersectadas pela nova ligação.

O projecto está integrado no Plano Nacional de Investimentos 2030 (PNI2030) e faz também parte do plano estabelecido na Resolução do Conselho de Ministros n.º 69/2025.

A contratação resultou de uma consulta prévia aprovada pela Infra-estruturas de Portugal a 2 de Julho de 2026, com preço-base de 60 mil euros, acrescidos de IVA. As propostas foram abertas treze dias depois, a 15 de Julho, e o contrato ficou assinado a 31 de Agosto, sendo publicado no Portal BASE dois dias depois, a 2 de Setembro. É a partir desta assinatura que corre o prazo contratual de 960 dias, suspenso entre a primeira e a segunda fase: sem essa interrupção, o prazo esgotar-se-ia já no primeiro semestre de 2029.

Nuno Pereira

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