A circulação automóvel vai estar cortada no IP3, a partir do próximo dia 2 de Março e durante três semanas. A medida, que visa permitir a realização de trabalhos de consolidação dos taludes na zona da Livraria do Mondego, no concelho de Penacova, já tinha sido anunciada no final do ano passado pelo presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas, depois de uma reunião que teve, no âmbito da Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões, com a Infra-estruturas de Portugal (IP).
O presidente da Câmara Municipal de Viseu criticou duramente a decisão, referindo na altura que se trata de mais um corte “não para haver obra, mas apenas para consolidar os taludes”. Fernando Ruas classificou ainda a requalificação do IP3 como uma intervenção “minimalista” e defendeu a construção da auto-estrada entre Viseu e Coimbra, dizendo que, sem essa via, as duas cidades teriam uma “situação injusta e humilhante”.
O autarca acrescentou ainda que, neste corte, a circulação no sentido Coimbra-Viseu “teria de ir à Estrada da Beira e depois retomar ao IP3 na zona de Mortágua”. “No sentido contrário, tem de se fazer a ligação pelo Luso, a antiga estrada que se fazia, até à zona da Mealhada”, especificou.
O corte também foi criticado pela Associação de Utentes do IP3. As obras de requalificação na estrada Viseu-Coimbra têm decorrido desde 2019 e estão previstas para terminar em 2026.
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