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O Instituto Politécnico da Guarda vai lançar em Abril o programa Digital PME junto de empresas industriais, agrícolas, turísticas e de serviços da Região Centro, com o objectivo de apoiar organizações com baixos níveis de digitalização na integração de tecnologias avançadas nos seus processos produtivos e de gestão.
O projecto, liderado pelo Politécnico da Guarda em parceria com a Agência para a Sociedade de Informação e do Conhecimento (ADSI), o Núcleo Empresarial da Região da Guarda (NERGA) e a Capital Douro – Associação Industrial e Empresarial, decorrerá ao longo de dois anos. Após a realização de diagnósticos às empresas participantes, serão introduzidas soluções digitais ajustadas às necessidades de cada uma. A sessão de arranque do Digital PME Centro está marcada para 9 de Abril nas instalações do Politécnico da Guarda, assinalando o início oficial da iniciativa.
“Num contexto de forte aceleração tecnológica, muitas empresas enfrentam hoje dificuldades reais na adopção de soluções digitais avançadas”, afirma o presidente do IPG, Joaquim Brigas. “Com o Digital PME, o Politécnico da Guarda assume um papel activo nesse processo, ajudando a modernizar o tecido empresarial, a reforçar a competitividade da Região Centro e a criar mais valor a partir do interior do país”.
Alinhado com as estratégias nacionais e europeias para a digitalização, como Europa Digital, Portugal Digital e Indústria 4.0, o projecto beneficia de quase um milhão de euros de fundos europeus do COMPETE 2030. Para as pequenas e médias empresas do interior Centro, representa uma oportunidade para acelerar o seu processo de digitalização, reforçando a sua presença nos mercados nacionais e internacionais.
Entre as dez candidaturas qualificadas para repartir seis milhões de euros, a proposta liderada pelo IPG recebeu 849.672 euros, um sexto do montante global e mais do dobro do valor atribuído aos restantes projectos. O consórcio é detido em 40 por cento pelo Politécnico da Guarda, e em 20 por cento cada pelos parceiros ADSI, NERGA e Capital Douro. O investimento próprio do consórcio soma 149.942 euros, perfazendo um valor total aprovado de 999.614 euros.
“As empresas da região da Guarda e as startups instaladas na incubadora do Politécnico da Guarda estarão entre as primeiras a beneficiar deste projecto”, acrescenta Joaquim Brigas. “O que o IPG está a demonstrar é que sabe mobilizar parceiros, aproximar conhecimento e empresas, e transformar essa articulação em qualificação, inovação e desenvolvimento económico no interior”.
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