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MAAVIM acusa Ana Abrunhosa de mentir e lembra que área ardida em 2017 coincide com concessões de exploração de lítio

O Movimento Associativo de Apoio às Vítimas do Incêndio de Midões (MAAVIM) acusou a ministra da Coesão, Ana Abrunhosa, de mentir aos portugueses que “perderam tudo em 2017, quando lhes disse que iam ter as suas habitações no Natal de 2018”. “Deixou milhares de lesados sem apoio e outros com apoio concedido, quando não tinham direito a ele e que a mesma assinou como presidente da CCDR-C”, acusa o porta-voz daquele movimento, Nuno Tavares Pereira, alertando ainda que as concessões de exploração de lítio hoje divulgadas coincidem com área que ardeu em 2017, como é o caso de parte dos concelhos de Oliveira do Hospital, Seia ou Mangualde. “Esse não é o caminho. O caminho é valorizar o território, dando-lhe ferramentas e condições para haver presença humana e actividade económica”, escreve.

O MAAVIM teme que as vítimas dos incêndios de Odemira “muito provavelmente venham a ser alvo das promessas que nunca serão cumpridas”. “A injustiça para com as populações é lamentável e o discurso recorrente é o de que vão ter apoios”, frisa. “Agora [Ana Abrunhosa] vem dizer que o dinheiro dos contribuintes tem de ser bem utilizado no Incêndio de Odemira. Provavelmente, as medidas de apoio para os lesados dos Incêndios de Odemira, Portalegre, Ourém, Proença, ou outros locais que este ano sofreram com as chamas vai aplicada apenas a medida 6.2.2. (projecto de restabelecimento do potencial produtivo), que é somente para as empresas que investem e onde os proprietários rurais ficam todos de fora”, refere, recordando que o MAAVIM “desde 2017 que alerta para o incumprimento das promessas efectuadas por diversos membros governamentais e até da União Europeia, para o Incêndio mais rápido e devastador alguma vez registado em Portugal e no Mundo”.

É urgente a abertura das candidaturas simplificadas como em 2017, mas com prazos.

“Alertamos todos os que sofrem com estes flagelos pelo país fora para não se calarem, porque na maioria não vão ter apoios. É tudo uma questão de meses. Basta verificar o que veio de apoios para os lesados dos Incêndios da Serra da Estrela do ano passado. Até ao momento não veio praticamente nenhuma ajuda, mas vieram muitas promessas. Muitos milhões que depois acabam a ser distribuídos por programas operacionais pelo resto do país”, continua. “Lamentavelmente, o território mais despovoado continua sem medidas para quem o ocupa, embora atribuam muitos milhões a quem vem de fora para o território, mas isso não traz mais-valias aos territórios de baixa densidade, antes pelo contrário”, insiste, referindo que existe mesmo “um clima de perseguição de quem habita nos meios rurais”. “Como que se fossemos criminosos por insistentemente nos mantermos num território que não tem as mesmas oportunidades e ferramentas que o resto do território”, lamenta.

Sublinhando que há a necessidade de repensar todo o território, como os seus mosaicos, a sua manutenção no Inverno, a sua agricultura e pastorícia, Nuno Tavares Pereira lembra que existem estudos e que as medidas para mitigar e superar estes problemas estão identificados há muitos anos. “Entreguem os apoios de milhões ao território e aos seus agentes, os bombeiros. “Hoje, a notícia é a exploração do Lítio e vejam que ele coincide com o que ardeu em 2017. Esse não é o caminho. O caminho é valorizar o território, dando-lhe ferramentas e condições para haver presença humana e actividade económica”, conclui.

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