O “Conselho Plenário” do Movimento em Defesa do Rio Mondego (MUNDA) reuniu, no passado dia 25 de Junho, nas Caldas da Felgueira (concelho de Nelas), para tratar de vários assuntos no âmbito do seu funcionamento interno e, em particular, do “Plano de Acção para 2023” e para 2024. Os 30 elementos presentes fizeram também uma abordagem à situação de deflorestação provocada pelos incêndios e prometem ainda estar atentos à poluição dos cursos de água.
No imediato, segundo o programa apresentado, o MUNDA deverá pesquisar e apurar elementos concretos sobre a situação dos Recursos Hídricos para basear posicionamentos próximos-futuros. Promete também intervir em casos concretos de poluição e outros problemas dos Rios e linhas de água, na região centro, e definir melhor as respectivas causas e seus causadores para se reclamar providências junto das Entidades Públicas e de entidades privadas. O problema da falta de reflorestação das vastas regiões percorridas por Incêndios Florestais – que “a Água também se planta” – é outro tema estratégico a merecer a melhor atenção por parte do MUNDA.
Está ainda previsto um “Encontro/Debate”, preferencialmente em Penacova, por exemplo a 24 de Setembro deste ano – o Dia Mundial dos Rios – ou durante Outubro, sob o tema geral “Bacia Hidrográfica do Rio Mondego. Que estratégias face às alterações climáticas e à seca?”. Foi ainda proposto que o MUNDA participe em reuniões com outros Movimentos congéneres tendo em vista convergir, em acção comum, face às magnas questões da Água, da Seca e do abuso sobre os Recursos Hídricos. “Foi mesmo sugerido, para tal efeito, o dia 22 Março, 2024, o ‘Dia Mundial da Água’” refere um comunicado daquele movimento, que passa a ter um “Grupo Coordenador” responsável por tais iniciativas.
Estiveram presentes vários convidados com destaque, entre outros, de representantes do “Movimento MovRioDouro” e do “Movimento ProTejo”, da “Associação de Amigos da Serra da Estrela”, da “Associação do Folhadal” (Nelas) e do “Movimento Mondego Vivo”, bem como o Presidente da Assembleia Municipal de Nelas e outro Membro desta Assembleia e um representante da Junta de Freguesia de Vilar Seco (concelho de Nelas).
O representante do movimento “Pró-Tejo, pelo Rio Tejo” aproveitou para referiu aspectos comuns aos vários Movimentos existentes como a defesa da qualidade da Água, com Rios Vivos, com Floresta apropriada, com melhores condições Ambientais para, também assim, melhorar a qualidade de vida das Populações e das Populações Ribeirinhas em especial. “Para isso, e para lá das actividades próprias de cada Movimento é desejável realizar iniciativas comuns ou convergentes”, frisou.
Pelo seu lado, o representante do movimento “MovRioDouro” propôs realizar-se uma reunião conjunta dos vários Movimentos congéneres para se sintetizar um traço comum à acção desses Movimentos como, por exemplo, a questão da Seca e da gestão da Água no contexto das Alterações Climáticas. Falou ainda que a autonomia e eficiência das Regiões Hidrográficas foram anuladas pela centralização burocratico-admnistrativa nos serviços orgânicos da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a que se junta a falta de recursos técnicos e financeiros destinados a este sector mais do que estratégico dos recursos hídricos.
Este “Conselho Plenário” do MUNDA encerrou com uma “Merenda” proporcionada pela organização, em que foram degustadas algumas iguarias tradicionais como Queijo da Serra, Chouriço da Beira Alta e Vinho Dão, aliás Produtos para cujos “saberes e sabores” muito contribuíram e contribuem o Rio Mondego e seus Afluentes.
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