Novos documentos e correspondência apreendidos em buscas à casa de José Sócrates e à habitação da empregada doméstica (que terá guardado o computador pessoal do ex-primeiro-ministro antes das buscas) foram agora anexados ao processo do antigo governante socialista, avança o jornal PÚBLICO. Estes novos dados podem, segundo aquele diário, anular o pedido de reavaliação da prisão preventiva entregue, em Dezembro, no Tribunal da Relação, pelos advogados de Sócrates.
Estes documentos já existiam quando foi determinada a prisão preventiva, no entanto, a defesa não sabia da sua existência e não foram utilizados no primeiro interrogatório. A defesa tem dez dias para pronunciar-se sobre estes mesmos documentos, mas explica o Público, os juízes do Tribunal da Relação podem considerar que, tendo em conta a apresentação de novos factos, o recurso interposto pela defesa perde a validade.
José Sócrates está acusado da prática de crimes de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais e ontem, recorde-se, o juiz de instrução Carlos Alexandre prolongou-lhe a medida de coação de prisão preventiva por mais três meses. Com os novos dados, o recurso para a Relação pode também estar comprometido.
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