O «Mordomo» agora «manda» na estratégia local do PS! Autor: Carlos Martelo

Já uma vez abordámos o papel da singular figura de um personagem, alto, magro, pálido, que «vagueia» pelo edifício dos Paços do Concelho e da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital.

E também se disse que não é bem conhecida a função desse personagem no trabalho da Câmara. E, assim, o epíteto de «Mordomo» foi-lhe atribuído porque, ao que também se diz, ele avança, calado e esquivo, lá dentro, a abrir portas das salas para dar entrada a quem vai utilizá-las e a fechá-las depois de utilizadas. Parece pois que faz parte do tal «staf» da maioria política e partidária do PS que hegemoniza a Câmara, no caso paga pelo erário público. Porém, não se subestime a influência do senhor…

Acontece que ele foi recentemente eleito para um alto cargo de «chefia» do PS em Oliveira do Hospital. Um tal cargo, se exercido, proporciona-lhe o ter um peso significativo na definição das estratégias do PS para a ação partidária e, sobretudo até, à frente das decisões estratégicas da Câmara e da Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital e suas «derivações» a nível do Município e do Distrito de Coimbra, pelo menos.

Quer isto dizer, que um óbvio «Mordomo» de serviço meramente funcional na Câmara, também é o «chefe» local do PS a quem, é suposto, as principais decisões devem obedecer e por ele feitas obedecer.

«Chefe» partidário é para presidir aos interesses do partido…

Então, o «Mordomo» vai ter tempo para dedicar muita atenção aos interesses políticos e partidários mais diretos, a começar, freguesia a freguesia, pelos seus autarcas e pelas autarquias que hegemonizam. Ora, isto não é automaticamente benéfico para o município e para a democracia, e antes pelo contrário afirmamos nós, aqui, deste lado. Corre-se todos os riscos de partidarizar a ação da Câmara, o que também implica privilegiar os correligionários do partido mais hegemónico e prejudicar outros da chamada «oposição» …

Oxalá, a essa dita «oposição» política e partidária, dentro da Câmara e da Assembleia Municipal, oxalá tal «oposição» dê sinais de vida e se mantenha atenta e atuante.  A bem do município e da democracia!

Maldita seja a guerra e sobre os armamentos caia a ira dos deuses!

Uma vez já por aqui houve quem afirmasse que Zellensky e Putin «não tinham para onde recuar» dadas as suas posições inflexíveis sobre o conflito na Ucrânia.  E 4 anos e meio depois com uma guerra mortífera e destruidora, o conflito persiste e ameaça escalar de dia para dia! Até quando?  Quantas centenas de milhar de mortes mais são necessárias até porem fim à tragédia?

Quantos mais milhares de milhões de euros, de dólares, de libras, de rublos ou de grívnas (moeda da Ucrânia), vai a indústria e o comércio de armamentos «terem de» ganhar até ficarem saciados e deixarem de «mandar» fazer as guerras aos seus «executivos» que infetam os governos envolvidos direta e indirectamente no(s) conflito(s)?

E quando «engasgam» essa maldita NATO que nos quer pôr a pagar anualmente, a partir de 2034, até 5% do PIB nominal, o qual, a valores de 2025 ia para cerca de 15 mil milhões de euros/ano, «só» o dobro do Orçamento do Estado, 2026, para a Educação!  É um valor brutal com a maior fatia para pagar guerras e armamentos!

E quem e porquê fomenta tantos outros conflitos, a condenar à morte e ao sofrimento atroz outras centenas de milhar de Seres Humanos?

De facto, os mais ferozes e insaciáveis são os «traficantes da morte» ou detentores da indústria e do comércio de armamentos, de entre alguns mais mandantes «abutres»!

Há dias, os EUA admitiram oficialmente aquilo que já se sabia há anos, a colocação de armas (nucleares) a gravitar no espaço à espera que os mandantes nos EUA as mandem despejar cá na Terra… Mas não se pense que Russos e Chineses não fazem outro tanto… Porém, numa guerra nuclear não haverá vencedores pois todos seremos vencidos !

Veja-se que podemos até ter dúvidas sobre estas coisas, «intoxicados» que em geral andamos pela grande comunicação social e seus «mercenários ideológicos». Mas, não pode é haver dúvidas em que todo e qualquer armamento é concebido, fabricado, vendido, comprado e utilizado para provocar o máximo de sofrimento, de morte, e de destruição!  Veja-se que, segundo o «Dr. Google», um só míssil «patriot» que os EUA negoceiam com a Ucrânia, custa uns 4 milhões de dólares e uma bateria completa deles atinge os mil milhões! Uma brutalidade!

Mas o pior e mais revoltante dos custos é pago com o sangue e o sofrimento dos inocentes. Isto, enquanto os grandes «patrões» da indústria e do comércio, privados, dos armamentos podem ir jogar nos casinos…e um conhecido elemento, que se tem armado em senhor da guerra, vai jogar golfe com amigos… Os armamentos servem para fazer sofrer e sangrar sobretudo os inocentes!

Por isso, guerra e morte aos armamentos!

 

Autor: Carlos MarteloCarlos Martelo

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