Home - Outros Destaques - Oliveirense Paulo Campos entre ex-governantes de Sócrates sob escuta e pode vir a ser constituído arguido

Oliveirense Paulo Campos entre ex-governantes de Sócrates sob escuta e pode vir a ser constituído arguido

O processo que investiga Parcerias Público-Privadas Rodoviárias, ao fim de sete anos, está na recta final e deverá, nas próximas semanas, constituir vários arguidos por crimes de gestão danosa e corrupção, revela a edição desta semana da revista Sábado. Entre eles está o ex-secretário de Estado oliveirense Paulo Campos, juntamente com os antigos ministros das Obras Públicas Mário Lino e António Mendonça, do mesmo ministério na orgânica da governação de José Sócrates.

A publicação escreve que os três ex-governantes socialistas estiveram sob escuta telefónicas no caso das parcerias público-privadas. Acrescenta que depois de sete anos de investigação, o processo entrou na fase decisiva e deverá fazer vários arguidos por crimes de gestão danosa e corrupção. Esta megaoperação do Ministério Público (MP) refere-se aos negócios milionários de 11 parcerias público-privadas, referentes à construção e concessão da exploração de auto-estradas de norte a sul de Portugal.

“Foram sete anos de trabalho nem sempre contínuo, mas centrado num verdadeiro labirinto de denúncias e de milhares de documentos e comunicações electrónicas requisitados a organismos oficiais ou apreendidos em operações de busca efectuadas pela Unidade Nacional Contra a Corrupção (UNCC) da Polícia Judiciária (PJ)”, escrevem os jornalistas que investigaram o caso.

“A investigação avançou também para a realização de dezenas de inquirições de testemunhas, pagou duas complexas peritagens independentes e analisou milhares de horas de escutas telefónicas e de movimentações financeiras/bancárias de ex-governantes, políticos e gestores”, frisa a reportagem conduzida pelos jornalistas António José Vilela, Bruno Faria Lopes,Eduardo Dâmaso e Maria Henrique Espada. A revista refere “vários despachos” do juiz de instrução Carlos Alexandre e do Ministério Público que, desde 2012, enquadraram diligências de busca e escutas telefónicas, desde logo aos antigos ministros Mário Lino e António Mendonça e ao antigo secretário de Estado das Obras Públicas Paulo Campos.

Em causa estão suspeitas da prática de vários crimes: corrupção activa para ato ilícito, gestão danosa, participação económica em negócio, tráfico de influências, fraude fiscal agravada, branqueamento de capitais e associação criminosa.

Escreve ainda a Sábado, com base num dos despachos a que teve acesso, que “os investigadores também estabeleceram a possibilidade da existência de indícios de burla agravada e de falsificação de documentos, devido a alegadas actuações ilegais que poderão até ter impedido a actuação de ‘entidades e instâncias de controlo prévio [Tribunal de Contas] ‘, permitindo assim a ‘obtenção de autorizações para a celebração de algum dos contratos’ destas parcerias”.

A investigação incide sobre dois blocos de negócios concretizados entre 2009 e 2011 – as subconcessões das auto-estradas do Douro Litoral, Trás-os-Montes, Baixo Alentejo, Litoral Oeste e Algarve Litoral e as renegociações inerentes à introdução de portagens nas SCUT da Grande Lisboa (A16), do Norte (A7 e A11), do Grande Porto (A4), da Costa de Prata, Beira Litoral e Beira Alta (A25) e do Norte Litoral (A28).

LEIA TAMBÉM

Homem com queimaduras graves após queima de sobrantes em Oliveira do Hospital

Um homem, com cerca de 60 anos, sofreu ontem queimaduras significativas, enquanto realizava uma queima …

Sub-16 femininos do Sampaense Basket vencem na Figueira da Foz e terminam fase no primeiro lugar à condição

A equipa feminina de sub-16 do Sampaense Basket venceu hoje no terreno do Sporting Figueirense-B, …