Os Passadiços do Mondego, considerados pelo presidente da Câmara Municipal da Guarda, Sérgio Costa, como os “mais bonitos do país”, vão abrir ao público no Verão confirmou o autarca que falava no final, na aldeia de Pero Soares, após uma visita pelo percurso dos Passadiços do Mondego, que começou próximo da aldeia de Videmonte e que teve como objectivo mostrar o estado da execução da obra no terreno.
“A obra está na sua fase final, faltam pequenos apontamentos, montagem de pequenas infra-estruturas. E, por isso, é que nós tomámos essa decisão que neste Verão de 2022 vamos fazer a abertura dos Passadiços do Mondego a toda a população. À população da Guarda, da região, do país e da Europa”, explico, sublinhando que “até ao momento o investimento é de cerca de 3 milhões de euros, estando já garantidos fundos comunitários europeus, com apoio a 85 por cento”.
Segundo Sérgio Costa, os passadiços já começam a querer ser visitados por pessoas de fora do país, da Europa, e “não sabem onde é que eles são”. O trajecto dos Passadiços do Mondego desenvolve-se nas margens do rio Mondego, nas proximidades da cidade da Guarda, ao longo de um percurso com cerca de 12 quilómetros.
Os passadiços, que ficam a 15 minutos da cidade, integram um percurso que inicia na aldeia de Videmonte, passa na aldeia dos Trinta, em Vila Soeiro e termina na barragem do Caldeirão. O percurso incluirá travessias de pontes e zonas culturais e aproveitará grande parte dos caminhos já existentes. O autarca da Guarda lembrou que a infra-estrutura está inserida na Serra da Estrela, no Parque Natural da Serra da Estrela, no Geopark Estrela e “paredes meias” com as aldeias “belíssimas” de Videmonte, Trinta, Vila Soeiro, Misarela, Pero Soares, Chãos e Maçainhas. E a autarquia quer mostrar a beleza existente “a toda a Europa”.
Guarda será colocada “no mapa da atractividade turística”
O projecto é considerado “âncora” para a Guarda e para toda a região, por reconhecer que atrairá visitantes para o concelho e também para os municípios vizinhos.
Sérgio Costa explicou aos jornalistas que ainda falta executar infra-estruturas de apoio definitivas (como casas de banho e zonas de descanso em Videmonte, Trinta, Vila Soeiro e Chãos, entre outras), que envolvem um investimento da ordem de um milhão de euros, mas o município decidiu avançar para a abertura dos Passadiços do Mondego com equipamentos provisórios, enquanto é elaborado o licenciamento dos definitivos.
No entanto, referiu que a infra-estrutura abrirá no Verão, em data a anunciar brevemente, com todas as condições de segurança, para que a Guarda possa ser colocada “no mapa da atractividade turística” da região e do país.
No contexto global da obra, que tem cerca de sete quilómetros em madeira, ainda falta concluir pequenos troços junto às pontes sobre o rio Mondego. Na opinião do autarca da cidade mais alta do país, os passadiços “têm mesmo que abrir à população”, uma vez que, como avançou, foi conseguido um financiamento comunitário de 85 por cento para o investimento de cerca de três milhões de euros.
Ao longo do percurso dos Passadiços do Mondego existem sete antigas fábricas têxteis que o município também pretende potenciar no âmbito da aposta no turismo industrial. Sérgio Costa explicou, ainda, que a autarquia pretende criar um programa que envolva “tudo aquilo que anda à volta dos passadiços”, para que as pessoas visitem e fiquem na Guarda “por um fim-de-semana completo”.
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