Tábua: sessão de esclarecimento sobre prospecção de minerais no concelho ficou marcada por protestos e perguntas sobre lítio

A sessão de esclarecimento promovida pela empresa Minas de Cassiterite Sobreda SA realizada na quarta-feira (7 de Outubro) ao final da tarde em Sevilha, Tábua, sobre a eventual exploração de minerais naquele concelho. Os populares que se mostram contra a eventual exploração de minerais ficaram ainda mais apreensivos quando os representantes da empresa responderam que caso fosse detectada uma importante jazida de lítio, a decisão de a explorar ou não seria tomada pelo Governo.
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“Iriamos informar as entidades governamentais e estas é que decidirão em último caso”, foi a resposta que provocou algum burburinho na sala onde decorria esta sessão e onde antes dois geólogos da empresa tinham garantido que apenas vão ser realizados trabalhos de prospecção e pesquisa de quartzo e feldspato na área de Tábua, Vale de Gaios abrangendo as freguesias de Tábua, Candosa, Midões e Póvoa de Midões, negando que a prospecção e pesquisa, que se poderá estender ao longo de dois anos, possa causar impactos no solo, na água, na agricultura, na biodiversidade, na paisagem e na saúde das pessoas.
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Para já, a prospecção vai avançar, depois da aprovação de várias entidades do Estado, como a CCDR Centro, a APA e a Câmara de Tábua, e, segundo os geólogos, se se provar que existe interesse económico, a exploração desses minerais, necessários para as indústrias da cerâmica e vidro, poderá avançar, mediante condições estipuladas na lei. Mas houve da parte do público quem retorquisse e dissesse que essas indústrias estão em queda e que o objectivo encapotado era a procura de outros minerais de valor mais importante, como o lítio e perguntasse aos dois técnicos, caso fosse detectada uma importante jazida desse minério que medidas iriam tomar. Foi quando surgiu a resposta de que o caso passaria para os responsáveis governamentais que, em última análise, tomariam uma decisão. A resposta que provocou algum burburinho e protestos na sala da associação onde decorria a sessão de esclarecimento.
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No início, os responsáveis da empresa avisaram que seria proibido captar imagens, apesar de se tratar de uma reunião pública, e esta foto que publicamos onde surgem pessoas a manifestar-se, foi devidamente autorizada pelos intervenientes.

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