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Trabalhadores da HBC com futuro adiado por mais um mês

 

Quando já era conhecido o dia de hoje, como a data limite para a apresentação de propostas concretas, os cerca de 180 trabalhadores da HBC saíram de mais um plenário com uma mão cheia de nada.

“Este plenário foi inconclusivo”, afirmou há instantes a presidente do Sindicato do sector Têxtil e Vestuário do Centro, Fátima Carvalho, dando conta da inexistência de propostas concretas, relativamente à possibilidade de aquela unidade industrial poder retomar a laboração nas mãos de um novo investidor.

Pese embora o ultimato que já tinha sido anunciado por Fátima Carvalho – a sindicalista tinha dito a este jornal que os trabalhadores apenas esperavam até ao dia de hoje – sindicato e trabalhadores decidiram, hoje, protelar o tempo de espera por mais um mês.

“Demos um prazo até 20 de Maio e é mesmo um ultimato”, afirmou a responsável sindical aos jornalistas, revelando-se confiante no bom desfecho do processo.

“Não quero acreditar que as pessoas andem a falar e que, no fundo, andem a mentir”

Responsabilizando o possível investidor e a burocracia inerente às instituições pelo atraso que está a marcar todo este processo, Fátima Carvalho apela a todos os intervenientes para que sejam céleres.

Segundo adiantou, já solicitou uma reunião com todas as entidades, que terá lugar no dia 3 de Maio, pelas 10h00, no Governo Civil para “se saber se é ou não é”.

“Não quero acreditar que as pessoas andem a falar e que, no fundo, andem a mentir”, sustentou Fátima Carvalho, considerando ser esta a oportunidade para o governo provar que quer resolver este tipo de questões.

Ao lado dos trabalhadores em todo este processo, a presidente do Sindicato dos Têxteis e Vestuário do Centro alerta para o “cansaço e o desespero” que está a tomar conta de alguns. “Os trabalhadores pensavam hoje coroar o ano de suspensão com uma boa notícia”, referiu, sublinhando que “seria muito mau” se as pessoas que têm mostrado interesse em viabilizar a empresa, voltassem com a palavra atrás sem um razão concreta.

“Quero acreditar que estamos a falar com pessoas sérias e que o projecto vai para a frente e que, da parte do governo, vai haver vontade em viabilizar este projecto”, sustentou, considerando que “não se deve criar uma esperança vazia às pessoas”.

Numa outra unidade de confecções localizada na Zona Industrial de Oliveira do Hospital, a NVA, o cenário também não é nada animador. Reunidas em frente às instalações, as cerca de três dezenas de trabalhadores foram informadas da decisão da administração se entregar à insolvência. “Estamos muito preocupados”, referiu Fátima Carvalho aos jornalistas.

Recorde-se que  os trabalhadores da NVA tinham recorrido à suspensão dos contratos no início do passado mês de Janeiro, numa altura em que tinham três salários em atraso, subsídio de férias e o décimo terceiro mês. Para além da falta de pagamento, os trabalhadores queixavam-se da falta de comunicação por parte da administração.

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