O público das especiais de Mortágua, Arganil, Lousã e Góis poderá ver, na sexta-feira, 8 de Maio, a estreia em terra do Lancia Ypsilon Rally2 HF Integrale no Rally de Portugal. A Lancia Corse HF chega à prova portuguesa na liderança do WRC2 por equipas, numa ronda que marca a passagem do campeonato dos pisos de asfalto para a terra.
O regresso da Lancia aos ralis, cerca de 30 anos depois (a última aparição da marca nos ralis foi em 1992), passa por um modelo que recupera uma história ligada ao Fulvia HF, Stratos HF, ao 037, ao Delta S4 e ao Lancia Delta HF Integrale. A entrada na terra surge depois das vitórias de Yohan Rossel e Arnaud Dunand na Croácia e nas Canárias, resultados que colocaram a dupla na frente das classificações de pilotos e navegadores do WRC2.
Portugal abre agora uma fase diferente da época. Depois dos ralis de asfalto, o Ypsilon Rally2 HF Integrale entra num terreno mais irregular, onde a rapidez tem de ser acompanhada pela gestão dos pneus, da mecânica e dos riscos próprios das estradas de terra.
O director de equipa da Lancia Corse HF, Didier Clément, descreve o Rally de Portugal como “uma das mais exigentes provas do mundial, tanto para os carros como para as equipas”, e admite que a chuva prevista pode tornar a tarefa “ainda mais difícil”. O responsável diz que a equipa de desenvolvimento do Lancia Ypsilon Rally2 HF Integrale fez “um extenso trabalho de preparação em condições semelhantes” às esperadas para a prova portuguesa.
A Lancia apresenta-se em Portugal com Yohan Rossel e Arnaud Dunand na liderança do WRC2. Nikolay Gryazin e Konstantin Aleksandrov ocupam o quinto lugar do campeonato, e a prova terá ainda um terceiro Lancia Ypsilon Rally2 HF Integrale, entregue à dupla portuguesa José Pedro Fontes e Inês Ponte, inscrita no Campeonato de Portugal de Ralis.
Na sexta-feira, as exigências de horários da FIA ajustaram o programa das especiais da região Centro. Mortágua terá duas passagens, às 7h35 e às 15h40, Arganil recebe os concorrentes às 8h55 e às 12h25, a Lousã terá passagens às 10h13 e às 14h03, e Góis recebe a caravana às 13h12.
Os troços portugueses começam muitas vezes em superfícies macias e arenosas, mas degradam-se com a passagem dos carros. As pedras expostas e os sulcos podem tornar decisiva a forma como cada equipa gere o andamento ao longo das classificativas.
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