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Vereador do PSD está preocupado com o que passa em Tábua com a COVID-19 e acusa o presidente da autarquia de se esconder nas alturas de crise

O vereador do PSD Carlos Santos acusou hoje o presidente da Câmara Municipal de Tábua de não ter feito o que devia no devido tempo. Falhou, diz, na prevenção que se imponha na Unidade de Cuidados Continuados da Santa Casa da Misericórdia, podendo ter reduzido o número de casos. E acusa Mário Almeida Loureiro de ter feito “negociatas” políticas, porque queria ser presidente e de ter destruído o PSD em Tábua. Mas o vereador social democrata está preocupado com o COVID-19 no seu concelho.

“Temos uma instituição com muitos casos. Temos 50? Não sabemos. Devo dizer que estou muito preocupado, porque os testes que andam lá a fazer são de despistagem simples, daqueles que não demonstram problema. A gente faz o teste, julga que está bem e, entretanto, vai para casa e para junto da família e depois vai-se fazer o da zaragatoa e verificamos que estamos infectados”, referiu este vereador que não se cansa de acusar Mário Almeida Loureiro de não ter actuado como devia. “Em plena pandemia chegou a dizer que não havia casos urgentes para tratar em reunião de Câmara”, sublinha.

Carlos Santos vai mesmo mais longe e acusa o presidente da autarquia de ter tiques pouco democráticos, de ter destruído o PSD em Tábua e de quando foi eleito pelos sociais-democratas nunca fez oposição. “Fez umas negociatas porque queria vir a ser presidente. E isto sim, é vergonhoso em política. Eu não ando à procura de um lugar. Quero o melhor para os tabuenses. Ele é muito bom a fazer festas e outras coisas. Mas esquece-se de coisas muito importantes”, continuou, referindo que não foi apenas nesta pandemia que o autarca falhou. “Nos incêndios de 2017, a 15 de Outubro, ficou corado e só foi ao terreno a 22 de Outubro, quando cá veio senhor Presidente da República. É uma pessoa que se preocupa muito com os tabuenses…”, ironiza, alertando que nessa altura e, face à ausência de resposta da autarquia, foi o empresário Fernando Tavares Pereira quem constituiu a Maavim para “ajudar quem precisava”.

O vereador social-democrata refere que o presidente da autarquia deveria ter vindo para a rua quando rebentou a pandemia, como aconteceu com o seu homólogo de Ovar. “Tinha de vir de colete amarelo para a rua como fez o presidente de Ovar. O que se não teria acontecido se ele não tem tido aquela atitude. Não sabemos, seria mais grave”, resume, adiantando que Mário Almeida Loureiro apenas começou a fazer algo depois do comunicado do PSD. “Fico feliz que nos tenha dado ouvidos. Manou informação pelo correio sobre o COVID-19 que era a proposta do PSD, também começou a distribuir material, depois do PSD falar. Ainda bem”, resumiu.

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