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Aldeia Viçosa apresenta projecto de 1,2 milhões de euros ao PRR para aumentar a qualidade de vida dos idosos da localidade e áreas envolventes

Localidade do Vale do Mondego, no concelho da Guarda, procura aproveitar a “bazuca financeira” para modernizar e expandir a sua residência sénior

Associação de Melhoramentos de Aldeia Viçosa (AMAV), responsável pela residência sénior na localidade de Aldeia Viçosa, concelho da Guarda, apresentou um projecto de candidatura no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) que lhe poderá permitir recuperar e ampliar as actuais instalações, aumentar as valências da instituição e o número de utentes. O projecto, orçado em cerca de 1,2 milhões de euros, visa, além da adequação das respostas sociais aos requisitos legais e à crescente procura destes equipamentos, dotar as instalações de todas as condições necessárias para serem licenciadas de acordo com a mais recente legislação.

Esta obra, dentro de terrenos já propriedade da instituição, a concretizar-se vai permitir àquela organização, que funciona desde 1991, aumentar de 25 para 30 o número de beneficiários na Estrutura Residencial Para Pessoas Idosas (ERPI), enquanto o Serviço de Apoio Domiciliário (SAD) passará dos actuais dez para 15 utentes, ao mesmo tempo permitirá a inauguração da valência de Centro de Dia (irá incorporar a resposta social de centro de dia, através de um conjunto de serviços altamente ajustado aos dias de hoje, assegurando todas as actividades previstas na resposta ERPI, com a excepção da dormida), servindo dez elementos. Os responsáveis pretendem ainda solicitar o apoio e orientação da Associação Alzheimer Portugal para adequar as respostas sociais a situações de utentes com demência.

“A candidatura ao PRR é essencial à concretização deste projecto que outra forma seria totalmente impossível dados os parcos meios de que dispomos. O interior do país necessita cada vez mais deste tipo de equipamentos e o Estado tem o dever e a responsabilidade de salvaguardar as melhores condições a quem já trabalhou uma vida inteira. O país não é apenas o litoral e os grandes centros urbanos”, conta a presidente da Associação, Sandra Santos, que aproveitou para elogiar uma série de entidades, em particular a Junta de Freguesia e CM da Guarda, pela contributo para a elaboração do projecto de arquitectura e especialidades [o presidente Sérgio Costa deslocou-se à aldeia para entregar a ajuda em mãos].

“O Município da Guarda foi inexcedível em todo este processo, sem o apoio dado pelo Município da Guarda não teríamos capacidade financeira para a elaboração deste projecto”, conta aquela responsável, para quem este projecto é uma oportunidade única de elevar os patamares de tratamento e de qualidade de vida oferecida aos idosos que venham a desfrutar da instituição. “É preciso, repito, que os responsáveis políticos tenham consciência que esta é uma área sensível, em que existe muita gente a precisar e para a qual temos de dar uma resposta condigna”, enfatiza, salientando que o município da Guarda, como é do conhecimento público, tem apoiado, como aconteceu com a AMAV, várias IPSS na concretização dos seus projectos.

Entre os vários equipamentos, o projecto para a Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) da AMAV contempla dezassete quartos, dos quais, quatro quartos simples e treze duplos. Todos eles equipados com uma instalação adaptada a pessoas com mobilidade reduzida. De salientar ainda que cinco quartos ficarão equipados com rede de oxigénio, permitindo auxiliar até dez (10) utentes. “Após a realização desta empreitada, a AMAV será uma instituição de referência aqui no Vale do Mondego, no Parque Natural da Serra da Estrela, uma região que tem sido tão flagelada pelos incêndios e que irá também contribuir para continuar a dinamizar economicamente a região”, conta Sandra Santos, salientando que neste momento a Associação conta já com 22 colaboradores permanentes e a avançar este projecto o quadro de pessoal será reforçado com pelo menos três elementos (um animador sociocultural, um fisioterapeuta e um administrativo).

“Neste recrutamento de pessoal iremos privilegiar a formação e experiência na área do apoio à terceira idade e do envelhecimento e procurar contribuir para a empregabilidade e fixação no território, não só directamente, como indirectamente, promovendo verdadeiramente a economia local e combatendo o progressivo abandono das zonas rurais com as consequências inerentes para o território e para o país”, diz Sandra Santos que anseia pela resposta dos decisores quanto ao projecto. “É um investimento que ajudaria significativamente a aldeia e toda a área envolvente e que seria realizado num território de baixa densidade, tantas vezes esquecido pelo poder Central, e que precisa de cuidar dos seus idosos e de oferecer serviços para o território ser atractivo”, conclui.

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