O reitor da Universidade Politécnica da Guarda (UPG), Joaquim Brigas, considera “motivo de preocupação” os resultados da Escola Superior de Turismo e Hotelaria (ESTH), em Seia, na primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior de 2026. Das 66 vagas disponíveis, distribuídas por cinco cursos, apenas sete estudantes foram colocados.
Joaquim Brigas, em declarações à Rádio Altitude, classificou os resultados como “péssimos”, sobretudo por se tratar de uma “escola de referência na área da hotelaria e do turismo”, cuja procura tem sido menor, segundo o reitor, “muito por causa da localização”.
A reduzida procura pela escola de Seia não é, contudo, uma situação nova. Os resultados agora conhecidos levam Joaquim Brigas a defender “uma reflexão profunda” sobre o desempenho daquele polo nos últimos anos e sobre a adequação da sua oferta formativa.
O reitor destaca o trabalho desenvolvido pela Câmara Municipal de Seia na tentativa de captar novos estudantes. “Tem havido um forte envolvimento e muito empenho por parte da autarquia na captação de novos alunos”, afirmou, considerando que, apesar desse esforço, os resultados continuam a justificar uma análise aprofundada.
A UPG admite agora alterar e adequar os cursos que registam menor procura, procurando encontrar respostas mais ajustadas às necessidades do mercado de trabalho e aproveitar os recursos já existentes na instituição.
“Estamos preparados para fazer as alterações e a adequação destes cursos com baixíssima procura para soluções interessantes para o mercado”, afirmou Joaquim Brigas, acrescentando que a instituição pretende tirar partido dos recursos materiais e humanos de que dispõe.
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