Arganil assinou protocolo para reduzir perdas de água na rede pública

O Município de Arganil assinou, na manhã de hoje, um acordo de colaboração com a Águas do Centro Litoral para estudar a rede de abastecimento público e reduzir perdas de água que ultrapassam os 50 por cento. O protocolo pretende promover uma gestão mais sustentável da água e reforçar a articulação entre os sistemas de abastecimento em “alta” e em “baixa”.

“Temos um problema crítico ao nível das perdas, que, entre roturas, fraudes e consumos não medidos, é muito elevado, acima de 50 por cento, que nos traz custos acrescidos e os sistemas geridos em stress”, disse à agência Lusa o presidente da Câmara Municipal de Arganil, Luís Paulo Costa.

O autarca acrescentou que o município está a solicitar quantidades de água em alta “que não seriam necessárias”, defendendo que é preciso identificar a origem das perdas e adoptar medidas correctivas. “Impõe-se que o uso e a realidade sejam racionais, que se identifiquem as perdas e introduzam medidas correctivas”, afirmou.

O acordo, designado Estudo dos Sistemas de Abastecimento de Água, Redução de Perdas e Melhoria da Eficiência Hídrica, prevê uma análise técnica das infra-estruturas existentes, a identificação dos pontos críticos da rede, a detecção e monitorização de perdas e a definição das intervenções prioritárias.

A situação mais crítica ocorre na freguesia de Pomares, onde as perdas da rede ultrapassam largamente os 50%. Está prevista a requalificação da rede de distribuição naquela área.

Os estudos, segundo a Águas do Centro Litoral, vão permitir caracterizar as infra-estruturas existentes, localizar os principais problemas e apoiar a definição das obras necessárias. O objectivo é reduzir a água não facturada, reforçar a fiabilidade do abastecimento e orientar de forma mais eficaz os investimentos nas redes.

O protocolo pretende ainda melhorar a articulação entre os sistemas de abastecimento em alta e em baixa. Em Arganil, a distribuição é assegurada pelos Serviços Municipais de Águas e Saneamento, enquanto o fornecimento em alta está a cargo da Águas do Centro Litoral.

A intervenção procura, assim, conhecer com maior precisão as causas das perdas e definir as medidas necessárias para reduzir uma parcela de água que, segundo o município, ultrapassa metade do volume introduzido na rede.

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