“Bilhete Postal” desde a Piscina Municipal em Oliveira do Hospital

Em finais de Abril, eu e minha filhota de 7 anos pretendíamos utilizar a água morna da Piscina Municipal coberta, para nela chapinharmos, leves e divertidos, como até já fizemos doutras vezes e tal como outros “felizardos” também fazem.

Porém, lá chegados, não passámos da recepção que aí nos disseram: – “a piscina encerrou para obras” …

– “Ora bolas!” – respondi eu, com minha filhota a olhar já tristota para mim…  Mas a situação não deu alternativa. No imediato, picado pela arrelia, eu ainda resmunguei uns monossílabos mas lá teve de ser…  Fizemos meia volta e fomo-nos embora.  Que chatice!

Depois, durante os 17 quilómetros na viagem de regresso para casa, fui remoendo reflexões e comentários para mim próprio que minha filhota ainda não deve ouvir certas “interjeições” …

No sério e transmissível dessa “autodiscussão” fui questionando (me):

– Mas então, passam-se dois anos em pandemia mais dura e agora que essas maleitas abrandam é que vêm encerrar – para obras – as Piscinas Municipais aquecidas?!  Salvaguardando as grandes e óbvias diferenças, lá me saiu: – “Ah!  Os desígnios destes ´senhores´ que mandam na Câmara e nas Piscinas são insondáveis!” … É, “eles” aqui estão a “escrever burrices na água” das piscinas, tarefa ademais escusada para quem bastas vezes sabe é “escrever torto em linhas direitas!” …

– Desconhece-se que obras vão ou estão a ser feitas.  Simples manutenção destas Piscinas?  Reformas mais estruturantes?  Seja como for, antes de encerrar estas, pelo menos esperavam que abrissem as outras Piscinas a céu aberto…

– Aproveitem então o balanço para atingirem desígnios mais terrenos mas mais elevados também:- aumentem a capacidade – os metros cúbicos de água e de ar – das Piscinas aquecidas.  Modernizem-nas. Capacitem-nas também para uso pelas crianças com menos de 3 anos (como acontece em Seia…).  Prevejam utilizações adaptadas a idosos.  Dotem-nas com mais Pessoal, desde logo Pessoal Técnico, para se planear e executar programas vários, coordenados, para as mais variadas utilizações pelos diferentes níveis etários e mesmo condição física ou anímica, e não estamos a falar em competições de natação que, para isso, é necessária um Piscina realmente nova e de tipo “olímpica”.

– Eis, aliás o desafio que é possível vencer desde que haja vontade política da parte dos “senhores” governantes. Dos municipais e dos nacionais.

De facto, no século XXI, em Portugal, umas boas Piscinas Municipais (ou nacionais) ao serviço público não são um luxo.  São uma prioridade embora possa até haver quem não concorde.   Construam-se (ou “aluguem-se”) umas boas Piscinas!  Presumindo eu ainda poder dispor de calendário de vida para as usufruir, antegozo já essa sensação impagável, e próxima à levitação intra-uterina, de me sentir afagado pela água tépida dessas Piscinas do futuro-próximo, enquanto perco, naturalmente e de imediato, para aí mais de 1/3 do meu (exagerado…) peso corporal e alivio o “stress” sanguíneo e psicológico “só” por ficar dentro de água !

Quem não gostará?  Porque é que só alguns podem ter acesso a estes prazeres aquáticos?

Quero “piscinar” em Oliveira do Hospital e não desdenharei em “piscinar” na Cordinha, em piscinas aquecidas!

3 Maio 2022

João Dinis, Jano

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