… a verificar-se nas últimas semanas em Oliveira do Hospital e Arganil. As caixas das esmolas foram sempre as mais apetecíveis, mas segundo a GNR foram “maiores os danos do que os furtos”.
O fenómeno não é novo, mas já não se registava há algum tempo. “Nos últimos 30 dias tem ocorrido com algumas frequência”, referiu ao correiodabeiraserra.com, o sargento-mor Lucénio Martins do Destacamento Territorial da GNR da Lousã, dando o exemplo do passado fim-de-semana em que se registaram vários assaltos, com destaque para os perpetrados no Centro Cultural Dr. Vasco de Campos, em Avô, onde furtaram o sistema de som. Na mesma localidade, ainda se verificou a tentativa de assalto à Igreja matriz. Já em Galizes, os larápios consumaram a entrada no local de culto e furtaram o amplificador de som.
Nos últimos dias, a GNR tem registado alguma acalmia, e Lucénio Martins garante que o patrulhamento também foi reforçado nas zonas consideradas mais críticas. Pela forma como os assaltantes têm vindo a desencadear os furtos, a GNR não descarta a possibilidade de os assaltos terem sido perpetrados pelas mesmas pessoas.
O responsável pelo Destacamento Territorial recorda o caso ocorrido há ano e meio e em que foi identificado um grupo de jovens, alguns ainda menores, que era orientado por um indivíduo na casa dos 30 anos. “Estamos a acompanhar este caso e não perdemos a esperança de identificar os autores”, referiu a este diário digital, adiantando que estão a ser desencadeadas investigações pelo Núcleo de Investigação Criminal e Núcleo de Apoio Técnico.
Segundo Lucénio Martins, os autores sabem à partida que as caixas de esmolas têm pouco dinheiro, pelo que pode concluir que se trata de “malta jovem” que pode ter alguma ligação à toxicodependência e ao álcool. “Acredito que mais dia, menos dia vamos desmontar este caso”, sublinhou.
GNR atenta na quadra natalícia
A precisamente uma semana do Natal, a GNR reforçou o patrulhamento junto das zonas comerciais, ao abrigo do programa Comércio Seguro. Para além disso, Lucénio Martins apela à colaboração das pessoas para que, em caso de deixarem as suas moradias nesta quadra natalícia, avisarem o posto local da GNR para estarem atentos a quaisquer movimentações que possam ocorrer nas proximidades. “Se as pessoas não nos avisarem, não podemos adivinhar”, defendeu.
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