Crematório de Milão encerrou devido ao excessivo número de corpos e espera já é de 20 dias

O maior crematório de Milão encerrou hoje devido ao afluxo de corpos que não teve capacidade para incinerar, anunciou hoje o município da capital lombarda. Aquela estrutura confrontou-se “com um aumento constante e progressivo de corpos que aguardam cremação”, explica o município, adiantando que o prazo de espera é já de 20 dias.

No caso de aumento deste prazo, a situação “provocaria problemas de higiene e sanitários”, segundo o município, que indicou que a estrutura não aceitará mais corpos durante um mês. O último balanço oficial referia que a pandemia do coronavírus vitimou 760 pessoas nas últimas 24 horas em Itália, incluindo 366 na Lombardia, a região mais duramente atingida.

Desde o início da pandemia, mais de metade das mortes em Itália (7.960 num total de 13.915) foram contabilizadas nesta região do Norte, e o principal núcleo económico da península. Em Bérgamo, outra cidade da Lombardia e a mais atingida da Itália, os corpos foram transportados por camiões militares em direcção a outras regiões do país para serem incinerados.

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