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Deputados do PS querem estratégia para travar declínio da Maçã Bravo de Esmolfe

Os deputados do Partido Socialista pedem ao Governo medidas urgentes para travar a redução da produção da Maçã Bravo de Esmolfe, alertando para o risco de extinção de um produto certificado como Denominação de Origem Protegida.

Os parlamentares socialistas eleitos pelos círculos de Viseu, Guarda, Coimbra e Castelo Branco dirigiram uma pergunta ao Ministro da Agricultura, na qual manifestam preocupação com a produção limitada, o envelhecimento dos produtores e as dificuldades na expansão dos pomares. Apesar deste cenário, sublinham tratar-se de um produto com procura crescente, sobretudo no mercado gourmet, com potencial de exportação e ligação ao turismo gastronómico e rural.

“A maçã Bravo de Esmolfe é muito mais do que um produto agrícola. É um símbolo do interior do país, da identidade da Beira Alta e do potencial que Portugal tem para produzir com qualidade e diferenciação”, referem os deputados.

No documento, questionam que medidas pretende o Governo implementar para aumentar a produção, tendo em conta os custos elevados e a menor produtividade face a outras variedades mais intensivas. Perguntam também como será incentivada a entrada de novos produtores, em particular jovens agricultores, e se estão previstos apoios específicos para a instalação e manutenção destes pomares.

Os deputados querem ainda saber se existe uma estratégia para valorizar a Maçã Bravo de Esmolfe, questionando se continuará a ser um produto de nicho ou se poderá assumir-se como motor de desenvolvimento do interior.

Para os parlamentares socialistas, esta é uma questão que ultrapassa o sector agrícola, assumindo relevância para a coesão territorial, na medida em que produtos desta natureza contribuem para fixar população, dinamizar economias locais e preservar património agrícola.

Originária da freguesia de Esmolfe, no município de Penalva do Castelo, a Maçã Bravo de Esmolfe, reconhecida como Denominação de Origem Protegida desde 1994, distingue-se pelo aroma intenso e pela textura delicada, sendo um dos produtos mais emblemáticos da Beira Alta e um dos casos mais reconhecidos de valorização agrícola associada ao território.

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