Terminou o Mundial, 2026.  Venceu Espanha numa final demasiado “embrulhada”, 1 – 0 – no prolongamento, com a Argentina.

Espanha é um justo vencedor pois exibiu a melhor equipa do torneio.  Aliás, um só golo sofrido em 8 jogos é obra!  Não nos recordamos de mais nada assim.

E todavia esta final não deixou de mostrar “coisas” estranhas, para não variar.

Durante os 90 minutos regulamentares, Espanha dominou completamente a Argentina e “nesse tango com ritmo de ´paso doble´ (passo doble)” também dominaram Messi.  Depois, a Argentina ficou reduzida a 10 jogadores e foram para prolongamento onde sofreu um golo logo no início e por aselhice do seu defesa direito que é um perfeito “matacão”…

E é só a partir daí, enfim, nos derradeiros 20 minutos, é que a Argentina finalmente desce, em ataque organizado e com algum perigo, até à área Espanhola. Podia até feito um golo. E é só a partir daí que Messi começa a jogar e a fazer jogar os companheiros mas já não deu.  Entretanto, Lautaro, o fogoso avançado Argentino, não saiu do banco (?!)…  Lautaro foi o Gonçalo Ramos “argentino” …

Ou seja, se a Argentina conseguiu fazer isso com 10 jogadores durante uns 20 minutos no final do desafio porque não o conseguiu fazer antes, sobretudo até quando tinha os 11 jogadores em campo?!

Estamos em crer que o erro maior foi terem posto, e desde muito cedo, olhos e corações no “totobola” do desempate por penáltis…  E assim se deixaram enredar por uma Espanha fortíssima no seu estilo de jogo e na sua convicção.

Com este jogo e este resultado, e sem entrar em comparações demasiado conclusivas entre ele e Messi, para já não trazer à liça Alfredo di Stéfano (jogou no início da segunda metade do século passado), opino, com o grau óbvio de subjectividade, que Maradona fica no “trono” dos melhores jogadores Argentinos.  Também foi campeão do Mundo pela Argentina (1986), tal como Messi o foi (2022).   E Maradona (com 17 anos e já uma certeza) foi duramente injustiçado ao não ter sido convocado para a fase final do mundial de 1978 em que a Argentina também foi campeã.  No ano seguinte, Maradona foi campeão do Mundo em juniores pela Argentina e em 2008, Messi foi campeão Olímpico (com Di Maria e Kunaguero).

Objectivamente, muito “rentes” ficam um ao outro, Maradona e Messi em resultados obtidos a nível mundial… Só que Maradona era mais expansivo, tinha mais “piada” a jogar que Messi… E com esse seu espírito, “inventou” a inesquecível “mão de Deus” com a qual transformou, para a eternidade, um lance de anti-jogo (golo com a mão) numa autêntica genialidade !  Avé Maradona!

E agora daqui a 4 anos há mais…e sem Trump a incomodar e sem a ameaça disparatada do modelo do tal “superbowl” – o modelo do espectáculo da final do campeonato de futebol norte-americano…  Avé !

Inglaterra 6 – França 4 — para o 3º e o 4º lugares.

Pelo resultado, até parece que foi um jogo de hóquei em patins…

Sim que foi um 6 – 4 e sem irem a penáltis…

Mais um jogo e um resultado “estranhos” e também não nos recordamos de um resultado assim em jogos do tipo.  Com a Inglaterra a fazer 4 golos à França na primeira parte e com Harry Kayne no banco…

Sim, esta foi a maior fase final de um mundial, com mais equipas…e também foi a que teve mais jogos carregados de nuances e “coisas” estranhas. Não vou já dizer que foi a melhor fase final de todas mas foi das melhores, sem dúvida.

Obrigado Jogadores pelos esforços que fizeram.  Alguns deles, a começar pelos Portugueses, apesar dos “destreinas” broncos que tiveram a (des)orientá-los…

O problema é que, mesmo com o jogo da bola em regime intensivo, eu não me consigo esquecer dos 11 cêntimos com que acaba de aumentar o litro de gasóleo para o carro!  Sim, sinto-me roubado! E se ao menos a   ainda tivéssemos sido campeões do Mundo em futebol…. Ora bolas!

Autor: João Dinis, Jano
(Treinador de sofá. E contribuinte português…)