Os deputados do Partido Socialista eleitos pelos círculos da Guarda, Coimbra, Viseu e Castelo Branco colocaram um conjunto de questões ao Ministro das Infra-estruturas e Habitação sobre o ponto da situação dos projectos de execução dos eixos rodoviários da Serra da Estrela, designadamente o IC6, IC7 e IC37. Os parlamentares defendem que “a rodovia é absolutamente fundamental no desenvolvimento dos territórios, particularmente os que não são servidos pela ferrovia”, constituindo um “factor decisivo no desenvolvimento económico e social, essencial nas dinâmicas de atracção de empresas e de retenção de pessoas”.
Os eleitos do PS Cristina Sousa e António Monteirinho (Guarda), Pedro Coimbra, Tiago Estevão Martins, Raquel Ferreira, José Carlos Alexandrino, Ricardo Lino e Rosa Isabel Cruz (Coimbra), João Azevedo, Lúcia Araújo da Silva, José Rui Cruz e João Paulo Rebelo (Viseu) e Nuno Fazenda, Paula Reis e Tiago Monteiro (Castelo Branco) lembram que a população e os autarcas desta região “têm vindo a reivindicar, ao longo dos anos, a concretização dos Eixos Rodoviários da Serra da Estrela, IC6, IC7 e IC37, vias estruturantes para o desenvolvimento deste território do Interior”.
Estes socialistas referem que estes eixos territoriais “são determinantes para a competitividade das empresas instaladas e a instalar, bem como para o acesso dos cidadãos aos vários serviços, desde a saúde à educação”. “A aproximação entre o interior e o litoral, a coesão territorial e o desenvolvimento social, económico e empresarial desta região estão dependentes deste investimento”, sustentam os deputados, que consideram que “só com a concretização destas acessibilidades será possível o desenvolvimento sócio económico da Serra da Estrela e dos territórios associados à estrada da Beira e na ligação aos polos urbanos de Coimbra, Viseu, Guarda e Covilhã”.
Assim, os deputados do PS pretendem saber “qual o ponto de situação do concurso de aquisição de serviços para a elaboração do Projecto de Execução do “IC6 — Tábua/Oliveira do Hospital (IC7) /Covilhã (A23/IP2) — Sublanço Nó de Tábua/Nó da Folhadosa (EN17)”, que consta no anúncio de procedimento nº 1469/2021 de 8 de Fevereiro”, assim como o prazo previsto para a conclusão do procedimento.
Relativamente ao IC6, questionam ainda se “está previsto o enquadramento para o financiamento e elaboração do projecto de execução da conclusão deste itinerário (Nó de Folhadosa/ Covilhã)”.
No âmbito da requalificação da Linha da Beira Alta, alertando para a importância de ser efectuada uma ligação rápida dos concelhos de Seia, Oliveira do Hospital e Viseu à ferrovia, os parlamentares questionam se o Ministério das Infra-estruturas e Habitação “tem previsto o enquadramento para o financiamento e elaboração do projecto de execução do itinerário complementar IC37 que liga o Nó de Folhadosa a Nelas e a Viseu”.
“Tendo em conta o Decreto-Lei n.º 24/2022 de 4 de Março, que estabelece a criação do porto seco na cidade da Guarda, o que trará uma nova centralidade para o interior do país, numa conexão com os portos de mar de Leixões e Aveiro, mas também com Espanha e com o centro da Europa, importa concretizar rapidamente o eixo rodoviário IC7, ligando o Nó de Folhadosa à A25”, defendem ainda os deputados do PS, questionando se “está previsto o enquadramento para o financiamento e elaboração do projeto de execução deste itinerário complementar”.
Na pergunta, os parlamentares pretendem ainda saber se está prevista a reabilitação e conservação da EN17, “uma estrada centenária que tem sido ao longo dos tempos a única que serve esta região” e que se encontra “num estado avançado de degradação, fruto do tráfego de camiões que a utilizam, pelo facto de não existirem os Eixos Rodoviários da Serra da Estrela.
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