As obras de alargamento do IP3 entre Santa Comba Dão e Viseu vão ser realizadas pela espanhola Ferrovial, depois do consórcio liderado pela Teixeira Duarte não ter conseguido entregar a totalidade da documentação exigida no processo de habilitação. A notícia é avançada pelo jornal digital ECO que cita uma fonte ligada ao processo.
A Infra-estruturas de Portugal (IP), recorda o jornal, tinha seleccionado o agrupamento composto pela Teixeira Duarte, Gabriel Couto e Embeiral para a construção da primeira fase das obras no IP3, com a qualidade do projecto a permitir uma classificação no concurso mais elevada face aos concorrentes, apesar do custo mais elevado: 118,15 milhões de euros.
As espanholas Acciona e Ferrovial e a portuguesa ABB ainda contestaram o resultado preliminar do concurso, mas a Infra-estruturas de Portugal manteve a adjudicação. O consórcio da Teixeira Duarte não conseguiu, no entanto, entregar toda a documentação exigida no processo de habilitação.
A administração da IP optou então por entregar a obra à Ferrovial, que fez a proposta com o valor mais baixo: 103,3 milhões de euros. A construtora espanhola terá também de cumprir com a entrega da documentação necessária. Se for bem-sucedida, o contrato poderá ser assinado ainda em Julho.
A intervenção no IP3 permitirá que a via fique com “perfil de auto-estrada” em grande parte do percurso e reduzir o tempo de viagem entre Coimbra e Viseu em 34 por cento (de 65 para 43 minutos).
Além da duplicação do troço entre Viseu e Santa Comba Dão, em projecto estão a duplicação do troço entre Souselas e Penacova (130 milhões de euros), a duplicação do troço entre Penacova e Santa Comba Dão (80 milhões) e a instalação de sistemas de comunicação de tráfego com informação em tempo real (12,5 milhões). A conclusão está prevista para o início de 2028.
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