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Governo aprovou 11 milhões de euros para funcionamento do SIRESP no segundo semestre

O Governo aprovou ontem a atribuição de uma indemnização compensatória de 11 milhões de euros à empresa SIRESP S.A. para garantir, durante o segundo semestre deste ano, o cumprimento das obrigações de interesse e serviço públicos relativas ao Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP). A decisão foi aprovada em Conselho de Ministros electrónico, coincidindo com a promulgação pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, do decreto-lei do Governo que define o modelo transitório de gestão, operação, manutenção, modernização e ampliação da rede SIRESP.

Esta solução transitória destina-se a assegurar o funcionamento ininterrupto da rede SIRESP após o dia 30 de Junho e por um período máximo de 18 meses, quando estará a funcionar o modelo institucional – também criado pelo diploma promulgado ontem – de desenvolvimento da área das tecnologias, comunicações e comunicações de emergência do Ministério da Administração Interna (MAI).

Este modelo da estrutura de gestão integrada do SIRESP inclui a área tecnológica da Rede Nacional de Segurança Interna, as comunicações, o 112.pt, as comunicações de emergência e as bases de dados dos serviços e organismos da Administração interna.

Essa gestão integrada vai ficar a cargo de uma entidade da administração indirecta do Estado, a criar e com a sua orgânica e estatutos a aprovar no prazo de 180 dias, que integrará as valências existentes nos serviços e organismos tutelados pelo MAI. Até lá, cabe à empresa SIRESP – Gestão de Redes Digitais de Segurança e Emergência, S.A. e à Secretaria Geral do MAI (SGMAI) darem continuidade aos procedimentos de aquisição dos bens e serviços necessários ao funcionamento ininterrupto da rede SIRESP – o que abrange a sua concepção, fornecimento, instalação, operação, manutenção, modernização e ampliação operacional e tecnológica.

O presidente da Altice, recorde-se, responsabilizou, na quarta-feira, o Governo e o SIRESP pelos atrasos na renovação do contrato para a rede de comunicações, alertando para o “prazo apertado” para a sua implementação em Julho. “Estamos obviamente preocupados, mas estamos de consciência tranquila. Desde 14 de Abril temos tomado todas as iniciativas e solicitámos audiências ao ministro da Administração Interna e ao SIRESP [Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal], afirmou à agência Lusa Alexandre Fonseca.

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