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Junta contesta fecho da estação de Vila Franca das Naves

A Junta de Freguesia de Vila Franca das Naves e Feital, no concelho de Trancoso, contestou o encerramento do edifício da estação ferroviária da localidade e exige à Infra-estruturas de Portugal a reversão da decisão. O edifício está encerrado desde as obras de modernização da Linha da Beira Alta, apesar da expectativa de reabertura da sala de espera e da bilheteira presencial com o regresso dos comboios à região, ocorrido em 28 de Setembro de 2025.

A estação de Vila Franca das Naves, onde actualmente param comboios Intercidades e regionais, serve populações do interior e norte do distrito da Guarda e do Nordeste da Beira. Para a autarquia, manter o edifício encerrado deixa passageiros sem condições de abrigo e acesso presencial a serviços.

“Repudiamos veementemente o fecho do edifício da estação, que é um golpe inaceitável contra a população do interior e contra a coesão territorial da Beira Alta”, afirmou o presidente da Junta de Freguesia de Vila Franca das Naves e Feital, Sérgio Pires, em comunicado.

O autarca reuniu hoje, em Lisboa, com a administração da IP Património, numa audiência que a Junta classificou como urgente. A freguesia pretende apresentar uma proposta para assumir a gestão da sala de espera e transformar o espaço num pólo de serviços e promoção da região.

“Enquanto se investem milhões na modernização da Linha da Beira Alta, fechar a porta aos passageiros em Vila Franca das Naves é um contrassenso incompreensível”, criticou Sérgio Pires, sublinhando que idosos e estudantes ficam “à mercê do frio e da chuva”.

A contestação inclui também uma petição pública pela reabertura das instalações, casas de banho e bilheteira da estação. O documento defende que este interface ferroviário não é “um mero apeadeiro local”, mas uma infra-estrutura estratégica para vários concelhos da Beira Alta.

Para Sérgio Pires, a população “está determinada a não se remeter ao silêncio”. “Não vamos apenas protestar, vamos apresentar soluções concretas”, afirmou o autarca, apelando à união dos cidadãos e das forças vivas da região.

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