“O meu conceito não é de estar a fazer livrinhos de tudo e de nada. O meu conceito é de pôr o turista a investigar, sobre aquilo que quer conhecer”, clarificou Mário Alves, em reunião pública do executivo, em resposta à sugestão do socialista José Ribeiro de Almeida, sobre a necessidade de uma maior publicação turística concelhia.
Para o autarca de Oliveira do Hospital, ao turista deve ser dado apenas o “básico”, para que possa ir, depois, ao encontro daquilo que são os seus objectivos.
Tomou o exemplo de outros municípios onde “são oferecidos livros e monografias, mas que ninguém lê, porque não há tempo para isso”. Entende, por isso, que se as publicações turísticas “forem simples, as pessoas lêem e ficam minimamente informadas do que é a história do concelho”.
Insistindo na tese da diferença de conceitos, Mário Alves disse antes preferir apostar num “bom portal informativo”, porque “hoje são capazes de ser mais os turistas que fazem recolha via net, do que via documentos”. Revelou, por isso, que a Câmara Municipal está a pensar construir uma nova página de internet.
Mário Alves destacou, contudo, algumas publicações turísticas do município, com destaque para a recente relativa a Avô e, a que está a ser preparada sobre a freguesia de Bobadela. “Se nós fossemos fazer o que o Coronel propunha, seria um roteiro que não teria fim”.
O vereador socialista José Francisco Rolo aproveitou também para lembrar que, ele próprio, tem vindo a defender desde o anterior mandato, a criação do roteiro turístico, que compile diversas áreas como a restauração, o artesanato, espaços de lazer e museológicos. “É um desejo que fica por cumprir, no presente mandato, quer em formato papel, quer digital”, lamentou
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