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Misericórdia de Galizes quer travar solidão e isolamento dos idosos

Chama-se “Voluntários contra a solidão”e  é o projeto que a Santa Casa da Misericórdia de Galizes se prepara para implementar, com o objetivo de combater a solidão e o isolamento em que estão mergulhados muitos idosos do concelho.

O “excessivo número de mortes de idosos em casa” de que se tem tido conhecimento, um por todo o país, serviu de motivação maior à implementação do projeto que vinha sendo estudado pelo corpo técnico e provedoria da Santa Casa da Misericórdia de Galizes que, no último sábado, em dia da 1ª Gala da instituição foi apresentado à comunidade.

Com o “Voluntários contra a solidão”, a Misericórdia de Galizes pretende assegurar um acompanhamento regular aos idosos do concelho, com o objetivo de evitar o que, vezes de mais, é noticiado na comunicação social, de idosos que são encontrados sem vida no interior das suas habitações, vários dias após o falecimento. “A nossa ideia é que haja voluntários por esse concelho fora, pelas aldeias, vilas e cidade que tenham interesse em, pelo menos uma vez por semana, visitar os idosos e poder, junto das instituições, comunicar situações de carência e necessidades de vária ordem”, explicou o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Galizes.

Para a prossecução do projeto que vai gozar de regulamento próprio, Bruno Miranda sublinha a necessidade de se firmarem parceria com as demais IPSS do concelho, assim como com as Juntas de Freguesia, Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e Banco Local de Recursos Sociais.

A par do projeto, o vice-presidente e vereador da Ação Social na autarquia oliveirense louva a iniciativa que vai ao encontro daquele que é o desígnio maior da equipa municipal de que faz parte. “As pessoas são a primeira a primeira prioridade e, isto não é um chavão. Não interessam os partidos, mas as necessidades das pessoas”, observou José Francisco Rolo, considerando o projeto Voluntários contra a solidão “muito interessante para combater a solidão dos idosos”.

Por lhe reconhecer pertinência, o responsável logo deu conta da disponibilidade do Banco Local de Voluntariado, que desde 2010 conta com cerca de uma centena de voluntários, para a prossecução daquele objetivo. “Queremos pôr o Banco Local à disposição da Santa Casa para que possa ser importante elo de ligação e propulsão de combate à solidão”, referiu José Francisco Rolo colocando do mesmo modo aquela resposta de voluntariado à disposição de “qualquer entidade de economia social do concelho na dinamização de qualquer iniciativa que valorize e apoie as pessoas”.galanual

A par do “Voluntários contra a solidão”, a Santa Casa da Misericórdia de Galizes apresentou a segunda edição do projeto “Criança Solidária” que, pelo segundo ano consecutivo consiste na recolha de brinquedos com o objetivo de serem entregues a crianças de famílias carenciadas. “É um projeto que nos enriquece e motiva muito, porque com o pouco que os nossos filhos tenham em casa e já não utilizem, podem fazer sorrir outras crianças”, sublinhou Bruno Miranda, regozijando-se por daquela forma a Santa Casa da Misericórdia de Galizes “permitir a todas as crianças terem um Natal muito mais feliz”.

“É uma boa ideia homenagear aqueles que o tempo não pode deixar apagar da história de Oliveira do Hospital”

A apresentação dos projetos de cariz social decorreu no âmbito da primeira Gala levada a cabo pela Santa Casa da Misericórdia de Galizes, destinada a prestar homenagem aos protagonistas da sua história institucional. Alvo de homenagem maior foi António Vaz Patto de Figueiredo Martins que chegou a dar nome à iniciativa. “Parabéns à Santa Casa por esta realização”, referiu o presidente da Câmara Municipal, considerando José Carlos Alexandrino que “é uma boa ideia homenagear aqueles que o tempo não pode deixar apagar da história de Oliveira do Hospital”. Referindo-se a António Vaz Patto, o autarca oliveirense partilhou o orgulho que sentia por “o concelho ter tido um homem deste nível” e que para sempre vai ser lembrado pelo bem que fez aos outros. “Solidário e servir os outros é muito importante”, entende Alexandrino, notando que “naqueles tempos ser solidário era mais difícil do que é hoje, porque hoje podemos prescindir de qualquer coisa, sem nos fazer falta. Mas naquele tempo não era assim”. “Amizade, solidariedade e servir desinteressadamente o seu povo” são características que Alexandrino facilmente atribui ao homenageado.

Do mesmo modo, o autarca valorizou as homenagens que a instituição prestou a outros protagonistas da história da Misericórdia. “Muitos homens e mulheres que se envolveram num trabalho interessante para a Santa Casa chegar até aqui e projetar o futuro”, frisou, considerando que o futuro assenta na construção da nova unidade residencial que é “um desafio muito grande”, com qual o município ainda espera vir a contribuir financeiramente.

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