O actual vice-presidente da Direcção-Geral cessante, João Caseiro, foi ontem eleito presidente da Associação Académica de Coimbra (AAC), numas eleições motivadas pela morte do seu antecessor num acidente de viação. O novo líder João Pedro Caseiro, de Lagares da Beira, concelho de Oliveira do Hospital, é licenciado em Ciências da Educação e frequenta o mestrado em Administração Educacional, tendo passado pelo Núcleo de Estudantes de Psicologia, Ciências da Educação e Serviço Social e é representante dos estudantes na Assembleia de Faculdade. Foi ainda eleito o oliveirense Rodrigo Marques como administrador.

Estas eleições, recorde-se, foram convocadas devido à morte do anterior presidente da Direcção-Geral, Cesário Silva, vítima de um acidente de viação ocorrido a 13 de Março. João Caseiro era vice-presidente na sua direcção, com as pastas do desporto e política.
Segundo o presidente da Comissão Eleitoral, Daniel Tadeu, “correu tudo normal” nas eleições, notando apenas o elevado nível de abstenção, acreditando que tal se fica a dever ao facto de ser um acto eleitoral “atípico”. O mandato da Direcção-Geral agora eleita irá decorrer até Dezembro, havendo novas eleições em Novembro, o mês em que tradicionalmente estas se realizam na academia coimbrã, explicou Daniel Tadeu.
Os resultados foram os seguintes: com 1 584 votos a lista V – Académica de Valores foi a vencedora. Encabeçada por João Caseiro, a lista V ultrapassou a lista U – Lutar em Unidade, encabeçada por Diogo Vale, que reuniu 71 votos. De acordo com a comissão eleitoral, de um universo de 27 348 associados efectivos, votaram 1 712 estudantes. A abstenção chegou aos 93,75 por cento.
O novo presidente tinha assegurado, numa entrevista recente, que os seus grandes objectivos passam “acima de tudo pela estabilidade” e alterar alguns aspectos que não conseguiram no mandato que foi interrompido devido trágica morte do presidente. “Acho que é importante mudar alguns pontos que ainda não conseguimos, porque tivemos apenas quatro meses de mandato e é natural e compreensível que isto ainda não tenha sido alcançado. Nós temos ideias de mudança em termos procedimentais em algumas questões, de tornar menos burocráticos determinados processos. Também conseguir mais apoios e mais ligação à cidade e às diversas entidades da cidade, para poder ajudar as nossas estruturas a desenvolver, e implementar o nosso plano de actividade. E, também, garantir que a AAC seja sustentável a nível financeiro. Queremos fazer este trabalho de deixar a casa limpa neste sentido”, referiu dias antes do acto eleitoral ao site “A Cabra”.
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