Home - Opinião - Os acessos de Oliveira do Hospital são do passado, não são para o presente, nem para o futuro. Autor: Fernando Tavares Pereira

Os acessos de Oliveira do Hospital são do passado, não são para o presente, nem para o futuro. Autor: Fernando Tavares Pereira

Os acessos à cidade de Oliveira do Hospital são daqueles problemas aparentemente irresolúveis. Aquando da execução, por falta conhecimento ou experiência, foram realizadas obras que nada resolveram. Está à vista de todos. Quando aqui referi que os projectos executados pareciam ter o condão de piorar o que já era complicado e que os problemas de trânsito na nova Rotunda Armindo Lousada, tal como estava projectada, tenderiam a piorar, muitos responsáveis consideravam que estava a exagerar nas minhas observações. Que era apenas mais uma voz do contra. Infelizmente, o tempo está a dar-me razão.

Assisti a um acidente naquele local com um pesado que, devido ao reduzido espaço para fazer a manobra naquela rotunda, quebrou parte de uma árvore. Não foi um acidente de monta. Mas foi o suficiente para travar o fluxo do trânsito. Valeu que surgisse rapidamente, e honra lhes seja feita, a GNR que conseguiu colocar alguma ordem na desordem que naquele momento se vivia no trânsito, permitindo que duas ambulâncias, que surgiram em marcha de urgência, fizessem a rotunda em sentido contrário, continuando (pelo menos a do INEM) a caminho das urgências de Seia ou de Arganil. Lamentavelmente, as pessoas já não têm como se defender nesta rotunda…

Esta Rotunda, uma das poucos entradas de pesados na cidade, foi aniquilada pela cedência da Câmara Municipal aos aspectos estéticos e, fundamentalmente, às grandes superfícies. Quem perdeu foram os oliveirenses.  Tudo teria sido mais simples com uma pequena dose de bom senso. Bastava que aquando da aprovação dos projectos de implementação dos hipermercados, que estrangulam aquela artéria, os projectos tivessem sido elaborados de acordo com o fluxo de trânsito previsto para aquela área. Os espaços comerciais podiam ter cedido um pouco, ganhando-se espaço, criando mais uma via de circulação naquela estrutura. Seria algo que beneficiaria a todos, evitando acidentes e permitindo uma circulação sem constrangimentos aos pesados.

“Há que saber ouvir, para que melhor se possa decidir”

A verdade é que nada daquilo que a eficácia e o desenvolvimento pediam foi levado em conta. E a rotunda ficou sem condições para receber o trânsito que diariamente aflui às zonas comerciais e, acima de tudo, à cidade. Pensaram em tudo, menos no desenvolvimento de Oliveira do Hospital. Não pensaram nos dias que estão para vir. Não tendo sido feita a correcção na devida altura, os motoristas de pesados sentem agora problemas na circulação de acesso às várias freguesias do concelho, assim como à cidade.  Podemos dizer que em que tempos de desenvolvimento e de acessos dignos, andamos a realizar obras do passado que não servem para o presente e muito menos para o futuro, travando o desenvolvimento da cidade.

Mas tudo pode ser reparado. Haja boa vontade. Mais uma vez deixo aqui um desafio para algumas pessoas que falam possam debater abertamente comigo, assim como com outras pessoas de Oliveira do Hospital, numa discussão ampla, aberta, onde, em conjunto, os responsáveis do município e ex-responsáveis troquem ideias a fim de se poderem desenvolver acessibilidades, assim como outros projectos. Caso o queiram pode ser uma forte ajuda para o desenvolvimento sustentado da cidade e de todo o concelho de Oliveira do Hospital. Há que saber ouvir, para que melhor se possa decidir.

 

 

Autor: Fernando Tavares Pereira

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