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PSD teme que Hospital de Viseu deixe de tratar doentes com enfarte

A Comissão Política Distrital do PSD de Viseu considerou hoje “um descalabro a situação actual na Saúde”. “Teme-se que, notícias como a que chegou este fim-de-semana do Hospital de Leiria se estenda a vários hospitais do País, entre os quais o Centro Hospitalar Tondela-Viseu (CHTV), o que significará que possa entrar também em rotura a via verde coronária”, acusa aquela estrutura partidária liderada por Carlos Silva.

“A situação é de rotura: Hospitais sem médicos internistas, directores de hospitais demissionários, urgências fechadas, hospitais sem urgências de cirurgia em vários pontos do País, urgências pediátricas encerradas por falta de médicos, hospitais sem urgências de cardiologia, indisponibilidade generalizada de médicos para serviços essenciais e blocos de partos encerrados. Só nos últimos dias os problemas graves na saúde foram notícia 18 vezes na Comunicação Social, sem que da parte do Governo tenha havido resposta a nenhuma das situações que paralisam hospitais e colocam em causa a saúde dos portugueses”, refere.

Teme-se que, notícias como a que chegou este fim-de-semana do Hospital de Leiria se estenda a vários hospitais do País, entre os quais o Centro Hospitalar Tondela-Viseu (CHTV), o que significará que possa entrar também em rotura a via verde coronária. Se tal se vier a confirmar, um doente com um enfarte do miocárdio no distrito de Viseu deixa de poder ser tratado no CHTV, o que representa uma situação grave e que é intolerável, pois deixará os doentes completamente desprotegidos e dependentes de hospitais a centenas de quilómetros de distância.

“A Comissão Política Distrital do PSD de Viseu exige respostas urgentes para as questões da saúde no Distrito e no País, pois volvidos oito anos de governação socialista o balanço na Saúde é francamente negativo, sendo evidente o resultado do desinvestimento no setor e a ausência de políticas de saúde pública, agravadas por um contexto em que os profissionais estão esgotados, sem condições para trabalhar e revoltados perante a falta de reconhecimento por parte da tutela”, conclui.

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