Home - Opinião - Regressemos ao Futebol – jogo da bola – com a bola “posta em sossego”… Autor: João Dinis, Jano

Regressemos ao Futebol – jogo da bola – com a bola “posta em sossego”… Autor: João Dinis, Jano

A bola tem girado, gira e empurrada a ponta-pés e cabeçadas, pelos campos de futebol “europeus”.  Vamos discorrer um pouco sobre aquilo que mais nos diz respeito no tipo de jogo mais visto do mundo.

Sporting Clube de Braga “salva a honra do convento” (da bola…)

Com uma boa vitória – fora de casa – sobre um tal “Union” (em Berlim), por 3 – 2, o SC de Braga foi a única equipa portuguesa a vencer que as outras três “europeias” perderam – Benfica – Porto – Sporting.  Pena é que o Braga também vá defrontar, no seu grupo, o Real Madrid e o Nápoles, dois dos “tubarões” que “caçam” na fase de Grupos desta “Liga dos Campeões” da UEFA.

Cá para mim, este SC de Braga é mais candidato a ganhar o campeonato da nossa Primeira Liga (a Liga Portugal Betwin) desta época do que a passar da fase de grupos que disputa na Europa da “Champions”.

Dispõe de alguns craques de entre os quais o atacante Bruma, aliás marcador de um grande golo neste jogo em Berlim.  Senhor Martínez, seleccionador nacional, por que razão – ainda – não está Bruma convocado para a Selecção Nacional ?

No Inter (nazionale)  1  –   Benfica 0  – Sim, o “Glorioso” esteve frágil, frágil…

Então, na segunda parte deste Inter (nazionale) 1 – Benfica 0, os jogadores do clube italiano mais pareciam um grupo de adultos a levar pela mão as “crianças” do Benfica à escolinha da bola para aprenderem como se faz… Grande fragilidade competitiva a nossa, sobretudo na segunda parte !

Desta vez, o melhor jogador do Benfica foi o guarda-redes Trubin que, aliás, teve nos ferros da baliza o seu melhor “aliado”…  Todavia, voltou a dar-me a sensação que não é expedito como se pede, a sair ao encontro da bola quando esta está a entrar dentro da área, em profundidade, perseguida pelos adversários.  Esperemos que seja “só” sensação minha e que ele “trubine” sempre (muito) bem…

Já agora, o Inter – Benfica mais ingrato da nossa história futebolística, aconteceu em 1965, na final da então “Taça dos Clubes Campeões Europeus”, precursora da actual “Champions”.   Jogou-se numa quadra muito chuvosa, com o relvado do      S. Siro (em Milão) encharcado.  Foi uma final – mas o Inter jogava em casa, note-se – que o formidável Benfica dessa época, já bi-campeão europeu e vencido por   2 – 1 na final anterior, por sinal pelo Milan, perdeu desta vez com o Inter por um a zero, com aquele “galarós” (mais do que “frango”…) do Costa Pereira que deixou a bola, pesadona mas também com pouca força, passar-lhe entre as mãos e pelo meio das pernas até ultrapassar a linha de golo… Com o grande Germano, um dos melhores defesas centrais de sempre, a ir ocupar a baliza como guarda-redes – e até a fazer uma boa defesa – por lesão de Costa Pereira.  Assinale-se que Eusébio, nesse ano de 1965 o “bola de ouro” europeu (melhor jogador europeu), jogou esta final condicionado por lesão “crónica” nos seus joelhos.  Só azares contra o “Glorioso”…  Assinale-se ainda que, na época anterior, (63/64) o Inter “batera” no Real Madrid por 3  ­  1, também na final.

F C Porto perde 0 – 1 com o Barcelona, com o árbitro do “contra”…

Sou a reconhecer que o FC Porto perdeu 0 – 1 com o Barcelona, no “Dragão”, mas num jogo equilibrado.  O Barça já não é aquela equipa “desconcertante” e ganhadora dos tempos do Messi e do Xavi e do Iniesta e etc mas continua sendo uma boa equipa.

Afinal, quem “desequilibrou” o resultado acabou por ser a arbitragem.  Sim, o Porto tem algumas razões de queixa (desta vez…) para criticar os árbitros da partida.  Sim “perdoe-se” o erro do rapaz jogador do FC Porto no lance do golo do Barcelona.  Acontece.

Sporting “pensou” que só havia a segunda parte do desafio com o Atalanta…

De facto, ao sair para o intervalo a perder por 0 – 2, em Alvalade, o Sporting permitiu que, até aí, o Atalanta “governasse” o jogo e se “governasse”…  Tal também aconteceu, a meu ver, com a constituição da equipa do Sporting para a primeira parte, uma responsabilidade clara do treinador Rúben Amorim que se “esqueceu” da tradicional táctica normalmente utilizada pelas equipas italianas…defender cerrado e atacar rápido e em profundidade, o que exige “veneno” idêntico…

Na segunda parte, alterações feitas na equipa em campo e no esquema de jogo, e o Sporting mais do que equilibrou a partida.  Fez um golo e ficou a dever-se mais um ou dois…  Sim, o Sporting não mereceu perder este desafio !   Fica para a próxima .

Sim e agora venha mais bola, gira !    Cá dentro, e lá fora. 

Que o Mundo também é uma bola…e também andamos aos “chutos” a ele…

 

 

Autor: João Dinis, Jano.

(treinador “de sofá” mas convictamente…)

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