O Sindicato dos Professores da Zona Centro (SPZC) não aceita que este Governo queira impor “mais uma vez” aos Funcionários Públicos e Pensionistas “um corte brutal” nos seus salários e pensões.
“Ano após ano, e com a justificação da transitoriedade, este Governo tem vindo a diminuir de forma insuportável o valor dos salários e pensões dos Funcionários Públicos e Pensionistas, nomeadamente dos Educadores e Professores”, refere aquele sindicato em comunicado, considerando de “enorme gravidade o que as medidas constantes do Orçamento do Estado (OE) para 2014, agora alteradas, significam para todos os Educadores e Professores, uma vez que têm sido eles os alvos principais desta política de saque e empobrecimento generalizado de todos os portugueses”.
“O SPZC não se conforma, pois, com mais esta extorsão brutal com que Educadores e Professores estão hoje confrontados. Este ano, com cortes salariais que chegam aos 12 por cento, acréscimos de descontos para a ADSE de 3,5 por cento, aumento de escalões de IRS e diminuição das respectivas deduções fiscais, atingirá para muitos docentes uma redução salarial líquida próxima de 500 Euros”, acrescenta o sindicato, chamando também a atenção para “o aumento da Contribuição Especial de Solidariedade que incidirá sobre as pensões a partir de €1.000 euros será em média de cerca de 10 por cento”.
Para o SPZC está em causa um “ verdadeiro “roubo” que o Governo de forma capciosa preparou para os portugueses e que está a transformar os Educadores e Professores, que foram e são responsáveis dela formação académica e cultural deste país, em indigentes da sociedade que ajudaram a construir”. Um atitude que vem merecer o mais “veemente repúdio e constestação” dos professores da Zona Centro que, no seio das organizações em que se encontra filiado, nomeadamente UGT e FNE, irá desenvolver “todos os esforços para que estas decisões constantes do OE possam vir a ser apreciadas em sede de Tribunal Constitucional”.
“Os Educadores e Professores não podem continuar a ser penalizados. De cada vez que o Tribunal Constitucional declara a inconstitucionalidade de alguma norma que ponha em causa a estratégia orçamental do Governo, é sobre os Funcionários Públicos que este executivo descarrega a sua fúria.
É tempo de parar com esta atitude persecutória”, continua o Sindicato de Professores, garantindo continuar a “denunciar e a procurar por todas as formas ao seu alcance que estas atitudes desrespeitadoras dos direitos dos Educadores e Professores sejam revogadas”.

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