Os suspeitos de 29 e 34 anos de idade, fizeram constar entre 2008 e 2011 na zona de Viseu, que prestavam cuidados de saúde e procediam a consultas médicas, através de uma sociedade denominada “Euromidina”, mediante a adesão a um plano mensal, cujo custo era variável entre os 35 e os 65 euros mensais. Para o efeito era assinado entre os aderentes e esta empresa um contrato de prestação de serviços.
Os ofendidos aderiam, assim, a um pretenso sistema de saúde através do qual tinham acesso a consultas médicas generalistas e de várias especialidades. Contudo, vieram a deparar-se com dificuldades no acesso a tais consultas, especialmente no caso de consultas de especialidade, e para as quais lhes era exigido uma prestação extraordinária, razão porque vieram a rescindir os respetivos contratos.
Todavia, passado algum tempo foram surpreendidos com cartas de uma entidade financeira em que lhes era reclamado o pagamento de prestações de um contrato de financiamento, para compras de “equipamento não especificado”, “serviço não especificado” e “mobiliário e decorações”, que não haviam assinado ou cuja assinatura fora obtida por meios ardilosos.
Foram, desta forma lesadas, pelo menos, 18 pessoas, num valor superior a 65 mil euros.
Os detidos foram presentes às autoridades judiciárias para primeiro interrogatório judicial, tendo-lhes sido aplicada a medida de coação de apresentações quinzenais às autoridades.
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