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A força da independência

Em Oliveira do Hospital, o Partido Socialista registou um resultado estrondoso. 66,61% é mais do que qualquer militante se atreveu a pedir, é muito superior ao anterior melhor resultado alcançado pelos socialistas (cerca de 42%) e é o melhor valor de sempre para qualquer partido político numas Autárquicas em Oliveira do Hospital.

O resultado é a face visível do reconhecimento do povo oliveirense a José Carlos Alexandrino. O presidente convenceu, de forma inequívoca, os cidadãos. Não há volta a dar. Este resultado é a consagração do mister como líder de uma equipa vencedora e de um projeto com resultados no terreno.

Estes votos são de um independente. E para ser independente não é preciso ser se candidato por um movimento de cidadãos. Aliás, Oliveira do Hospital sabe bem o quão pouco independentes podem ser candidaturas do género.

As candidaturas verdadeiramente independentes têm aparecido por todo o país e têm influenciado os resultados eleitorais, com as pessoas em claro divórcio com os partidos políticos e a aproximarem-se de alternativas com as quais se identificam mais proximamente.

José Carlos Alexandrino, sendo candidato do Partido Socialista, é um exemplo claro disto. A sua candidatura sempre se assumiu suprapartidária e os resultados são prova disso. O PS sozinho não vale, em Oliveira do Hospital, quase 67% dos votos. Este resultado é reflexo da abrangência dos candidatos e da preocupação do projeto em abrir-se à sociedade civil.

E é também uma mensagem de futuro. Os partidos políticos têm de se abrir à sociedade, têm de flexibilizar a entrada de militantes e simpatizantes, reforçar a ligação com quem representam. Se os aparelhos partidários continuarem a ser um viveiro de interesses próprios, se continuarem a ser máquinas reprodutoras de desigualdade e estruturas fechadas em si próprias, inutilizar-se-ão.

A voz popular tem-se erguido contra os partidos por esse motivo, por não perceber qual a sua utilidade. E os partidos têm de mostrar que são úteis, que servem para agregar ideias, fomentar projetos e acicatar o debate e a reflexão. Tem de se premiar, nas estruturas partidárias, o mérito científico, a intervenção na sociedade e a capacidade de mobilização. A inteligência e a capacidade de trabalho devem ser recompensadas, e a abertura à sociedade pode facilitar este incentivo, reduzindo de forma eficaz o domínio de lógicas feudais e auto fracionárias, que têm contaminado e destruído a vida interna dos partidos políticos.

José Carlos Alexandrino é, como prometeu em 2009, ‘o traço de união’ entre todos os oliveirenses. A sua intervenção social, a sua experiência de liderança no desporto e na educação, o seu carácter de abertura e humildade é que fizeram a diferença. Alexandrino nunca foi um homem dos aparelhos partidários e provou que fora dos partidos também se fazem grandes políticos e líderes praticamente unânimes. Que a mensagem passe e seja ouvida, da esquerda à direita, a bem da nossa democracia.

Pedro Coelho

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