Uma matilha de cães já terá matado mais de uma dezena de ovelhas, em Gavinhos, no concelho de Penacova, segundo habitantes da aldeia. O município salienta que tem tomado as diligências necessárias e refere em comunicado que repudia “o abandono de animais”..
O último ataque terá acontecido na noite de domingo para segunda-feira. Mas a primeira queixa feita junto das autoridades aconteceu em Janeiro, tendo voltado a alertar-se para a situação no final de fevereiro, na Assembleia Municipal de Penacova, contou à agência Lusa Carlos Sousa Carlos Sousa, que tem uma pequena exploração com 11 animais em Gavinhos. “A situação permanece, porque o município não tem uma solução. O canil municipal era para ser construído há anos e não é construído”, criticou.
Armindo Fernandes, que mora em Aveiro, mas tem propriedades na zona, perdeu duas ovelhas a 10 de Janeiro. Também o ex-deputado do PSD Maurício Marques disse à Lusa que perdeu um casal ovino no último fim-de-semana.
Face às denúncias, a Câmara de Penacova emitiu hoje um comunicado a esclarecer que, desde janeiro, em articulação com a GNR, “tem tomado prontas diligências que se enquadram no âmbito das suas competências” para resolver a situação. Segundo a autarquia, foram colocadas armadilhas “no sentido de capturar uma alegada matilha de cães que terá atacado um rebanho” e que, já em fevereiro, também em articulação com a GNR, foi feita uma ação de fiscalização a um terreno junto a uma moradia por suspeitas levantadas pelo lesado.
“Após posterior denúncia, foi efetuada nova fiscalização nas imediações da moradia, pois à sua volta havia vestígios de carne suspeita de estar envenenada, tendo sido levada uma amostra para o Gabinete do Veterinário Municipal, aguardando-se orientações do Ministério Público”, salientou a autarquia.
Na segunda-feira, a autarquia voltou a receber uma reclamação dando conta de um novo ataque. “De pronto o serviço veterinário municipal voltou a encetar contacto com o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente [SEPNA] da GNR, efetuando novo pedido de apoio para a captura destes animais. A falta de meios materiais invocada pela GNR, nomeadamente quanto à arma de dardos que se encontrará em reparação, levou a que o veterinário municipal solicitasse de imediato a possibilidade de outro comando territorial poder efetuar o apoio a esta situação”, acrescentou a autarquia.
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