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DESUSO, um projecto de vinho do Dão a partir da recuperação de terras em desuso em Canas de Senhorim

O DESUSO, um vinho do Dão produzido em Canas de Senhorim, chegou agora ao consumidor com a primeira colheita, de 2023. O projecto, promovido por João Pina e Cátia Gonçalves, ambos naturais de Canas de Senhorim e actualmente residentes na Área Metropolitana de Lisboa, resulta da recuperação e da reactivação de uma vinha na localidade da Póvoa de Santo António.

De acordo com os promotores, o projecto teve início em 2020, num contexto marcado pelo abandono e pela perda de investimento em grande parte do interior do país, assumindo-se como uma aposta na valorização activa do território, através da recuperação de solos, da criação de actividade económica local e da manutenção de uma ligação contínua à terra.

Os responsáveis sublinham que o DESUSO representa um investimento real e continuado, sustentado por presença regular no terreno, trabalho agrícola e uma visão de longo prazo. A filosofia do projecto assenta, segundo a mesma nota, na ideia de voltar a usar o que deixou de ser usado, dando nova vida a terras esquecidas e respeitando o tempo da vinha, com o objectivo de devolver dignidade produtiva a um território com forte tradição vitivinícola.

A abordagem à produção, indicam os fundadores, segue princípios de sustentabilidade e responsabilidade ambiental, incluindo a utilização de garrafas de vidro reciclado e uma produção contida, pensada à escala do lugar.

Na nota enviada às redacções, os responsáveis referem que João Pina desenvolveu o seu percurso profissional na área da tecnologia e da segurança informática, sendo o criador da plataforma fogos.pt, enquanto Cátia Gonçalves, controller financeira numa multinacional, assegura uma abordagem estruturada e orientada para a sustentabilidade financeira do projecto.

A componente enológica está a cargo da enóloga Patrícia Santos, profissional com trabalho reconhecido na região do Dão, cuja abordagem, segundo os promotores, se centra na expressão das castas, do ano e do lugar.

A primeira colheita do projecto, de 2023, apresenta duas referências, o DESUSO Tinto 2023, da casta Tinta Roriz, e o DESUSO Branco 2023, da casta Borrado das Moscas. De acordo com os fundadores, ambos os vinhos já se encontram disponíveis.

No contra-rótulo, os promotores citam a frase que sintetiza a identidade do projecto: “Onde em tempos se estendia uma vinha outrora respeitada, renasce agora uma nova história. Desuso é um tributo à terra, ao tempo e à memória, um vinho que nasce da vontade de dar nova vida ao que foi deixado para trás.”

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