Góis procura operador para abrir primeiro hotel do concelho

O concelho de Góis poderá passar a ter a sua primeira unidade hoteleira, com a Cooperativa Social e Agro-Florestal de Vila Nova do Ceira a lançar um concurso para encontrar um operador que assegure a gestão e exploração do Hotel do Mel – Casa da Costeira. As propostas podem ser entregues até às 17h00 de 27 de Novembro e o resultado deverá ser conhecido até 22 de Janeiro de 2027.

O equipamento já está construído, em Vila Nova do Ceira, e dispõe de 19 quartos e uma suite, distribuídos por dois pisos servidos por elevador. A unidade integra ainda um restaurante com cozinha equipada e acesso a uma esplanada com mais de 200 metros quadrados. O edifício está instalado numa propriedade de três hectares, sobre o vale do rio Ceira e a poucos metros da Estrada Nacional 2.

A abertura do hotel pretende responder à falta de alojamento de maior dimensão num concelho que recebe visitantes ao longo de todo o ano. Em Agosto, mais de 25 mil pessoas passaram por Góis para a Concentração Internacional de Motos, mas, segundo a cooperativa, nenhuma ficou alojada num hotel do concelho, uma vez que não existe actualmente qualquer unidade hoteleira.

A realização de eventos desportivos, como o Rali de Portugal e o Góis Cup, a procura das praias fluviais durante o Verão e a presença de quatro Aldeias do Xisto são outros factores apontados pela cooperativa para justificar a necessidade de reforçar a oferta de alojamento. As opções existentes concentram-se em casas de campo e unidades de alojamento local de pequena dimensão, que frequentemente esgotam nos períodos de maior procura e têm capacidade limitada para receber grupos.

O concurso prevê a exploração conjunta do hotel e do restaurante por um período mínimo de cinco anos. Uma das particularidades é a ausência de um valor base para a renda, cabendo aos candidatos apresentar a proposta que considerem adequada.

A cooperativa também não estabelece requisitos mínimos de experiência, dimensão empresarial ou capacidade financeira, permitindo que operadores em início de actividade concorram nas mesmas condições que empresas já estabelecidas.

A avaliação não depende apenas do valor da renda proposta, que representa 35 por cento da pontuação total. Os planos de gestão e exploração e de dinamização do território valem, em conjunto, metade da classificação, numa opção que procura privilegiar a qualidade do projecto e a sua ligação à economia local.

“Não procuramos apenas um inquilino. Procuramos quem entenda este espaço como base para descobrir um território, quem traga gente ao vale fora da época alta e quem trabalhe com quem já cá está”, afirma António Dias, vice-presidente do conselho de administração da cooperativa.

 Os pedidos de esclarecimento podem ser apresentados até 13 de Novembro e o resultado do concurso deverá ser divulgado até 22 de Janeiro de 2027.

Constituída em 1968, a cooperativa tem mais de mil associados e desenvolve actividade em várias áreas. Entre os seus recursos contam-se mais de 500 hectares de área florestal e cerca de 200 colmeias.

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