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Jovem de Tondela ampliou vinha familiar e hoje produz vinhos que chegam a países como os EUA

Micael Batista tomou cedo o gosto pela viticultura e em 2012, com apenas 14 anos, rumou até Montemor-o-Velho para tirar um curso de Técnico de Produção Agrária e deu vida, segundo conta um trabalho do Jornal ECO, a uma marca de vinhos Quinta da Ramalhosa que já é vendida, entre outros países, nos Estados Unidos. Tudo depois de apostar na ampliação da vinha situada na quinta familiar de Tondela, na sub-região de Besteiros (Dão).

“O meu avô adquiriu a propriedade e plantou um hectare de vinha. Fazia vinho em casa e vendia algumas uvas para a cooperativa. Quando ele faleceu, o meu pai deu continuidade ao projecto e passou a fazer todo vinho em casa e a vender aos amigos e a granel para alguns restaurantes locais”, resume, em declarações ao jornal ECO, Micael Batista, que mais tarde deu continuidade ao projecto familiar.

Micael Batista conta que, na altura da crise que se estendeu de 2008 a 2011, o pai queria arrancar parte das vinhas porque o “negócio a granel estava a ser muito mal pago”. Como não era a sua actividade principal, a ideia era passar a produzir apenas algum vinho para consumo interno e “não estar a alimentar algo que era insustentável”. O jovem empreendedor, refere o jornal ECO, não deixou o pai destruir parte das vinhas e decidiu assumir o negócio e dedicar-se a rejuvenescer a quinta da família. Em 2015, e apenas com 17 anos, Micael fez o seu primeiro vinho, que chegaria ao mercado como Quinta da Ramalhosa Field Blend tinto 2015.

Quando pegou na quinta de família tinha apenas um hectare de vinha. Hoje conta com sete hectares (dois de vinha velha e cinco de novas), oito referências de vinho e uma produção anual de 50 mil litros de vinho, o que corresponde aproximadamente 65 mil garrafas. A exportação já pesa 30 por cento das vendas da Quinta da Ramalhosa, com o vinho a chegar a países como os EUA, Nigéria e Luxemburgo. Micael Batista prevê para breve a chegada dos vinhos à China e que no próximo ano ao Brasil e Inglaterra. Além da exportação, está nos planos do jovem de 26 anos apostar no enoturismo.

“Para o ano queremos ter um pequeno comércio na quinta com uma loja de produtos locais e os nossos vinhos”, descreve Micael Batista. Acrescenta que tem ideia de fazer jantares privados na quinta, com a avó como chef. “Vivemos nas poucas zonas de Portugal que ainda consegue ter a proximidade com a terra e com a família”, afirma.

Pelo meio, este jovem empreendedor teve de enfrentar várias contrariedades. Entre elas, os grandes incêndios de Outubro de 2017 que destruiu tractores, pavilhões e alfaias na quinta da família, incluindo o negócio dos pais que são feirantes (armazém, carrinhas e material). Um “investimento de mais de 350 mil euros que ardeu”, lamenta. No entanto, o jovem empreendedor deu continuidade ao projecto e manteve vivo o sonho. Depois veio a Covid-19, mas a vontade de singrar foi superior aos dissabores.

 

 

 

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