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Leilão 5G chegou ao fim, rendeu 567 milhões e parte desta verba está prometida para o IC6

Cerca de 200 dias depois, chegou ontem finalmente ao fim a fase de licitação principal do leilão do 5G, anunciou a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) numa nota no seu site. O Estado vai arrecadar 567 milhões de euros, parte dos quais o Governo tinha assegurado que seria para o prolongamento do IC6 entre Tábua e Folhadosa. Recorde-se que o PS deixou aquela via fora do Plano de Recuperação e Resiliência, mas veio de seguida garantir que a obra seria realizada com a verba conseguida com este leilão do 5G.

O polémico processo, que levou recentemente o próprio primeiro-ministro a tecer duras críticas ao modelo escolhido pelo regulador, foi atacado pelos operadores desde o início. “Terminou hoje a fase de licitação principal do Leilão 5G e outras faixas relevantes após 1727 rondas, e consequentemente concluiu-se a fase de licitação do leilão, tendo sido apurados os resultados constantes da tabela abaixo, incluindo os da fase de licitação para novos entrantes (44 rondas)”, anunciou a ANACOM, sublinhando que o montante total atingido ascende a 566,8 milhões de euros.

Os 58 lotes em disputa foram atribuídos a seis operadores: Nos, Meo, Vodafone, Nowo, Dense Air e DixaRobil. A Nos foi a operadora que mais investiu no leilão, com um total de 165,1 milhões, conquistando 15 lotes, enquanto a Vodafone pagou 133,2 milhões por 11 lotes e a Meo dispendeu 125,2 milhões para garantir 12 lotes. A Nowo conseguiu sete lotes, pagando 70,2 milhões de euros, a DixaRobil conseguiu oito lotes por 67,3 milhões e a Dense Air gastou 5,76 milhões para ficar com quatro lotes.

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