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MAAVIM insiste que há vítimas dos incêndios de Outubro de 2017 que continuam sem respostas 105 meses depois

O Movimento de Apoio às Vítimas dos Incêndios de Midões (MAAVIM) insiste que continuam por cumprir compromissos assumidos com as vítimas dos incêndios de 15 de Outubro de 2017 e afirma que muitos lesados permanecem sem ver resolvidos os problemas resultantes da tragédia.

Num comunicado divulgado quando se assinalam 105 meses sobre os incêndios, o movimento sustenta que persistem situações relacionadas com a perda de habitações e bens, lamentando igualmente a demora dos processos judiciais e a inexistência de decisões que permitam apurar responsabilidades.

O MAAVIM defende que os lesados dos incêndios de Outubro de 2017 não tiveram o mesmo tratamento concedido às vítimas de outras catástrofes e critica os sucessivos governos por, alegadamente, não terem cumprido as promessas feitas às populações afectadas.

O movimento lamenta ainda que os lesados não tenham sido ouvidos na comissão de inquérito criada para analisar as falhas associadas aos incêndios e afirma que continuam por concretizar medidas consideradas essenciais para repor a dignidade de muitas famílias.

“Nós não somos culpados, somos vítimas” e “não somos portugueses de segunda, somos todos iguais e todos devemos ter o mesmo tratamento”, afirma o porta-voz da Associação Movimento de Apoio às Vítimas dos Incêndios de Midões (MAAVIM), Nuno Tavares Pereira, citado no comunicado.

Os incêndios de 15 de Outubro de 2017 provocaram dezenas de mortos e feridos e destruíram habitações, explorações agrícolas e empresas em vários concelhos das regiões Centro e Norte. Quase nove anos depois, a MAAVIM mantém a reivindicação de que sejam cumpridas as promessas feitas às populações afectadas e que seja feita justiça para os lesados.

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