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Medo. Autor: Fernando Roldão

No dia 22 de Maio de 2021 iniciei a minha colaboração com o Correio da Beira Serra, ao qual agradeço a paciência com que me tem aturado, bem como aos leitores do mesmo.

Recordo o primeiro artigo, que tinha como título “Mentalidades”.

Eis o principal problema deste país, mudar as mentalidades, mas pelo que presencio, o progresso tem sido muito lento, mas mais vale pouco, que nada.

O tempo passa muito rápido para quem está ocupado e lento para quem nada faz, mas continua urgente proceder à mudança, quanto mais não seja, tentá-la.

Tenho escrito textos consensuais e outros nem tanto, mas não podemos todos gostar do amarelo, pois o que seria das outras cores se assim fosse?

Vem esta introdução, a talhe de foice, sobre o tema “medo” bem como as repercussões que ele tem na nossa vida e nos nossos hábitos.

Alguns amigos me perguntam várias vezes, se não tenho medo dos efeitos que os meus textos possam provocar numa sociedade, hipócrita, acomodada e cada vez menos disposta a lutar na defesa da verdade, dos seus direitos e das suas liberdades.

Não tenho medo, pois se o tivesse, estava sentado a jogar à sueca.

Confesso que tenho algum receio de não conseguir atingir os meus objectivos que são, não ver pessoas sofrer em silêncio, por ignorância e por medo, não podendo contribuir para amenizar a dor, que é falar para dentro, sem se aperceberem que isso os torna dependentes de doutrinas doentias que lhes injectam a toda a hora.

Eu quero ficar com a minha consciência tranquila, não tendo a veleidade de querer mudar o mundo, mas contribuir, dentro do possível, para iluminar algumas pessoas que vivem em escuridão e paradoxalmente, parece que gostam.

Não gosto de me impor a ninguém, prefiro ser absorvido, lentamente, sem carregar em demasiado na minha presença, não divagando, antes pelo contrário, mostrando o outro lado da história, para compreendermos o presente.

Não me importo nada que me chamem de negacionista, pois ao sê-lo, estou defendendo a verdadeira liberdade de expressão, de opinião, sem demagogias, sem textos decorados e copiados ou sermos eco de outros, que apenas se querem auto valorizar.

Aos democratas de sentido único eu pergunto, que diriam eles se fossem condenados num tribunal, sem serem ouvidos, sem terem oportunidade de se defenderem das acusações que lhes são imputadas?

Diriam que têm o direito de usar o contraditório, para assim haver justiça?

Então passariam a ser negacionistas? Não, isso não! Só iriam usar o elementar direito de defesa. Onde está a diferença? Eu direi, nas más intenções dessas mentes perversas.

Muitos se opuseram à obrigatoriedade da vacinação em massa contra algo que nunca existiu, como se tem provado ao longo dos últimos dois anos, muitos se opuseram à escravidão,  à inquisição,  à segregação racial (apartheid), à pena de morte e se opuseram ao nazismo.

A minha pergunta vai para o leitor menos atento; em que estado a sociedade estaria hoje, sem os negacionistas?

Eu respondo, ainda haveria segregação racial, escravidão, inquisição e outras tantas opressões que as elites exercem sobre o comum dos mortais, com a finalidade de enriquecerem e dominarem a seu belo prazer a maioria dos seres humanos, que não são, para eles, nada mais do que números e cifras.

Através do medo, baseando-se no obscurantismo e no poder que nós, infantilmente, lhe oferecemos, sem termos a coragem de lho retirar, quando se verificam abusos do mesmo.

No último artigo de opinião, subordinado ao título “Piranhas”, trouxe â luz do dia, para muitos, a verdade dos factos que habilmente nos têm ocultado ou adulterado, sobre a história recente de Portugal, sobretudo nos últimos cinquenta anos.

Fui mais longe nesta visita e rebobinei a fita para trás, até ao ano de 1910, onde estão alojados muitos dos actuais problemas dos nossos dias.

Acontecimentos repetitivos, que desmontam as “verdades” que alguns querem perpetuar, para não perderem as suas mordomias e outros com medo de mudanças que os possam fazer sentar na barra dos tribunais, acusados de crimes lesa pátria.

Tenho falado com muitas pessoas que reconhecem que estamos mal, num mau caminho para podermos ter a casa arrumada, limpa e desparasitada.

A palavra de ordem é mudar, mas as acções para que isso aconteça, são muito ténues ou inexistentes, com poucos efeitos práticos.

O mais caricato do nosso quotidiano é que poucos se assumem como votantes nos partidos da desgraça, da calamidade, das assimetrias e das injustiças.

Eu pergunto, então onde estão os responsáveis deste caos, onde cada vez mais se rouba, se mente, se corrompe e se sacode a água do capote?

 

Autor: Fernando Roldão

Texto escrito pelo antigo acordo ortográfico

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