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Seia assinala 25 de Abril com programa que cruza memória, música e reflexão

O município de Seia promove, entre os dias 22 e 25 de Abril, um conjunto de iniciativas para assinalar os 52 anos da Revolução dos Cravos, num programa que, segundo a Câmara Municipal, pretende convocar a comunidade para celebrar a liberdade e revisitar a memória colectiva.

As comemorações arrancam a 22 de Abril, à noite, na Casa Municipal da Cultura, com o espectáculo “Anónimos de Abril”, de Rogério Charraz e José Fialho Gouveia, um projecto que dá voz a histórias de resistência ao Estado Novo, através de canções originais e de uma narrativa construída a partir de episódios menos visíveis da luta contra o regime.

Dois dias depois, a 24 de Abril, a Biblioteca Municipal recebe a sessão “Livros e Autores Censurados no Estado Novo”, dinamizada pelo Clube de Leitura da Associação de Arte e Imagem de Seia. A iniciativa propõe uma revisitação do período entre 1933 e 1974, marcado pela proibição de obras e perseguição a escritores, convidando os participantes a partilhar leituras em voz alta e a reflectir sobre o valor da liberdade de expressão.

O dia 25 de Abril concentra o momento central das celebrações. Pela manhã, na Casa Municipal da Cultura, será inaugurada uma exposição evocativa dos 50 anos da Constituição da República Portuguesa, documento estruturante da democracia, com enfoque nos direitos, liberdades e garantias que passaram a enquadrar a vida cívica após 1974. A mostra seguirá depois para escolas e outras instituições do concelho.

Segue-se a sessão solene da Assembleia Municipal, com intervenções dos diferentes grupos municipais e da presidente daquele órgão, num momento de carácter institucional que assinala a data.

As comemorações encerram à noite, com o espectáculo “Filarmonias – 25 de Abril: 50+1”, pela Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, com a participação do Ensemble Vocel’Arte, num concerto que recupera repertório associado à liberdade e à identidade colectiva.

Ao longo de vários dias, o programa desenha-se como um convite à participação e à evocação de Abril, numa articulação entre cultura, história e cidadania.

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